Benefícios e Tratamentos através de Águas Termais

Os modos de aplicação terapêutica das águas termais são de duas ordens; porém, independentemente das diferentes técnicas utilizadas, que variam conforme as estações termais, esse tipo de tratamento compreende a cura interna, que é feita através da ingestão do líquido, e a cura externa com suas inúmeras variantes.

A cura interna:

Esta, que é Feita através da ingestão direta da água brotada do solo, pode ser praticada diretamente na fonte; as doses, prescritas sob receita do médico das termas após o exame clínico do curista, serão progressivas, aumentando ao máximo para depois diminuírem até o final da cura.

A quantidade diária ingerida geralmente não ultrapassa um quarto de litro ou meio litro; entretanto, em certas estações especializadas na cura de diurese a dose diária pode ir além de um litro.

A cura externa:

nesse caso, a água mineral, que age graças à penetração transcutânea dos íons liberados, é posta diretamente em contato com a pele e as mucosas; esse contato é feito tanto por intermédio de banhos completos como por duchas, ou ainda graças a algumas outras técnicas de aplicação mais especializadas.

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1) banhos:

os que utilizam a água termal natural são feitos em banheira individual e podem ser quentes ou mornos, não ultrapassando a duração de vinte minutos; também podem ser feitos em piscinas, sobretudo nas estações especializadas para o tratamento das afecções articulares. Na verdade, essa forma de aplicação facilita a reeducação funcional dos membros atingidos.

2) duchas:

aplicadas quentes ou frias, conforme o caso, poderão ser gerais ou limitadas a certas partes do corpo como figado, rins, região lombar, etc… As duchas submarinas feitas em piscina podem ser assimiladas, por sua ação sobre o conjunto do organismo, a uma verdadeira massoterapia natural.

A duração dessas modalidades terapêuticas é relativamente curta e não ultrapassa dois ou quatro minutos.

Deve-se ressaltar a importância dos efeitos fisiológicos exercidos pelas aplicações externas de água, tanto na forma de banhos como na de duchas ou afusões: aumento da circulação sanguínea, estimulação do estado geral e ação sedativa sobre o sistema nervoso.

A excitação da superfície cutânea (sobretudo no que concerne as duchas e afusões) transmite-se por via reflexa aos órgãos situados nas panes mais profundas, e podemos comparar esse mecanismo ao que é posto em prática na acupuntura através da colocação de agulhas (vide também Acupuntura).

3) técnicas particulares:

Certas técnicas englobam o uso terapêutico (que pode ser feito na estação) dos vapores de águas termais particularmente quentes, dos quais se beneficiam os reumáticos ou os asmáticos, dos gases emanados de radônio, de hidrogênio sulfurado ou de anidrido carbônico, aplicados em inalações nas doenças respiratórias ou em banhos carbogasosos nos hipertensos, e, finalmente, das lamas vegetominerais, em aplicações locais nas doenças articulares crônicas.

 

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Muitas outras modalidades técnicas podem ser empregadas nas curas termais, conforme o tipo de afecção a ser tratada: lavagens de bexiga ou de uretra em urologia, pulverização ou duchas filiformes em dermatologia, aerossóis, pulverizações ou gargarejos em otorrinolaringologia, irrigações vaginais em ginecologia.

Esta curta exposição das modalidades de curas permite dar uma ideia da gama de tratamentos que podem ser feitos ou aplicados na ocasião de uma cura termal.

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Indicações das curas termais

Nesta breve revisão de caráter geral não se pode, evidentemente, fazer um estudo exaustivo de todas as doenças suscetíveis de melhorarem, senão de serem sanadas pelas curas hidrominerais

As curas termais, no conjunto, são indicadas tanto aos doentes que sofrem de afecções orgânicas como aos que têm distúrbios funcionais:

a) nos casos de doenças orgânicas, delas irão beneficiar-se tanto os convalescentes de afecções agudas como os de hepatites virais, de flebites ou de crises reumáticas; para os doentes atingidos por doenças crônicas – como distúrbios broncopulmonares, arteriais, circulatórios ou articulares – a cura termal, se não tiver influência sobre as lesões anatômicas irreversíveis, trará contudo melhoras sensíveis no plano funcional. Tanto mais que, às aplicações de água mineral, virão juntar-se os benefícios de outras técnicas fisioterápicas, reeducativas e dietéticas.

b) nos casos de distúrbios funcionais, as indicações da cura termal são infinitamente mais vastas quer se trate de distúrbios hepato-vesiculares. urinários, digestivos, nervosos, endocrinais ou alérgicos.

De qualquer modo, as aplicações de águas termais revelam-se uma boa terapêutica auxiliar em grande número de casos, e vêm completar com sucesso a ação de outros tratamentos, sobretudo se estes forem naturais.

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As contra-indicações da cura termal

Acontece com as águas minerais o mesmo que com todas as outras aplicações terapêuticas; elas têm contra-indicações que é preciso saber respeitar e, portanto, conhecer.

É evidente que não se enviará para uma estação de cura um doente em plena evolução patológica aguda (salvo em caso de crises de eczema, que é a única exceção à regra); nessa eventualidade, deve-se esperar o inicio da convalescença.

A cura termal também será proibida aos cancerosos e aos tuberculosos, salvo após cinco anos de cura confirmada; ela também não será aconselhada aos indivíduos que sofrem de hipertensão arterial séria com insuficiência renal, aos cardíacos com edemas, aos que sofrem de cirrose e são portadores de ascite e às vitimas de acidentes cerebrais recentes.

Aqui, como no caso das indicações, o clinico é o único juiz.

As crises termais

As vezes, durante a cura, assiste-se ao aparecimento de certas manifestações de ordem geral ou local no indivíduo; estas podem revestir a forma de distúrbios somáticos (sensação de dores, febre, insônia, fadiga, dores de cabeça) ou ainda a de uma recrudescência dos sintomas patológicos em função dos quais o doente seguia o tratamento hidromineral: crises biliares ou renais dolorosas. ataques de gota, acesso de asma, entre outros.

Essas crises, que aliás não apresentam nenhum caráter de gravidade, só podem ser explicadas como sendo uma reação salutar do organismo intoxicado, que vai conduzi-lo ao caminho da cura; a propósito, constata-se às vezes esse mesmo fenômeno de agravamento durante os tratamentos homeopáticos.

Conclusões

A cura termal, certamente, não deve ser considerada como uma panaceia universal. Em certos casos, os resultados terapêuticos obtidos são espetaculares; em outros, são satisfatórios e permitem reencontrar um equilíbrio de saúde normal.

Por outro lado, em certos doentes, a aplicação de águas termais sob todas as formas não lhes traz melhora.

Mas não é o que acontece com todas as outras terapêuticas?

Parece, contudo, que uma cura hidromineral bem feita, e, sobretudo, aplicada desde o inicio do surgimento dos distúrbios orgânicos ou funcionais, terá resultados mais positivos e mais evidentes do que se tivéssemos deixado de fazê-la.

Logo, não se deve esperar muito tenpo antes de se decidir a ir á estação termal indicada. Esse tipo de tratamento tem atualmente, na Europa, grandes facilidades do ponto de vista social, estando assim ao alcance de todos os orçamentos.

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