Remédios Caseiros para Reumatismo do Sangue

Febre reumática é uma doença produzida por mimetismo celular causado por uma bactéria, um estreptococo, e se manifesta por inflamação e tumefação de articulações, que doem intensamente. E também chamada reumatismo poliarticular agudo. Como a febre é um sintoma comum, foi batizada com o nome de febre reumática. Alguns a conhecem por reumatismo infeccioso ou reumatismo do sangue. Nesse artigo falaremos sobre Remédios Caseiros para Reumatismo do Sangue.

Prefere jovens

Não se deve confundir o reumatismo que costuma acometer idosos (caracterizado por degeneração das articulações) com essa moléstia, de caráter agudo e infeccioso (causada por um germe). Outra diferença marcante é que a febre reumática ataca principalmente crianças e jovens (entre 5 e 20 anos).

Sintomas

Geralmente tudo começa com infecção de garganta (amigdalite ou faringite), ou escarlatina. Depois que o paciente se considera curado do problema da garganta, podendo transcorrer três ou quatro dias, ou várias semanas, surgem os sintomas articulares e a febre.

A dor começa a “migrar” rapidamente de uma articulação para outra. Em dado momento dói e incha o joelho. Dentro de algumas horas começa a inchar e doer o calcanhar, depois os punhos, em seguida os cotovelos, e assim por diante.

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O radical grego reuma, aliás, significa correr, pois essa característica migratória da dor chamou a atenção dos médicos do passado.

Os sintomas duram de duas a três semanas, podendo prolongar-se por meses. Há perigo de recaídas, pois o estreptococo pode “se esconder” em algum lugar do organismo, e, quando por algum motivo a resistência cai, ele

volta a atacar.

A febre é alta, podendo atingir 39 e mesmo 40° C. São frequentes as hemorragias nasais e erupções de pele. E preciso lembrar, porém, que os sintomas costumam variar de caso para caso.
Os problemas de garganta complicam-se em febre reumática em até 3% dos casos. Quem sofre de constantes infecções de garganta precisa cuidar-se. Sugerimos que você veja nosso artigo sobre amigdalite.
O mesmo estreptococo que causou a amigdalite e a febre reumática pode afetar o coração, causando graves estragos, como lesão de válvulas, sobretudo a mitral e a aórtica.

O risco é maior para pacientes mais novos, como crianças em idade escolar. Por isso o povo diz que a febre reumática “lambe as articulações, mas morde o coração”.

Para evitarcomplicações, é importante

observar cuidadosamente a orientação médica. Se há sintomas como respiração difícil e pulso fraco, é preciso procurar imediatamente um médico, pois pode estar ocorrendo lesão cardíaca.

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Tratamento alopático

O tratamento convencional é feito à base de antibióticos como penicilina, em dose elevada, e anti-inflamatórios. Exige-se repouso no leito durante a fase aguda. Muitas vezes administra-se “tratamento preventivo”, com uso prolongado de antibióticos, para evitar recidivas.

Devido ao caráter muitas vezes violento e sério das crises, é imprescindível observar, na fase aguda, orientação médica.

Mas, como sabem muito bem os estudiosos da Medicina natural, o desaparecimento dos sintomas mais fortes não significa o removimento das causas ocultas, que residem na perda profunda da estabilidade imunitária, só sugestões naturais reparada pela correção da dieta e estilo de vida.

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A Medicina natural explica a febre reumática

A febre reumática é mais um tributo que os jovens pagam ao estilo de vida moderno. Sua alimentação, de péssima qualidade, garante condições ideais para a proliferação de germes, pois as defesas se abalam.

Quem é sensível responde violentamente, e seu sistema imunitário se desorganiza a ponto de criar um redemoinho de reações anômalas, auto-reativas, que culminam em febre reumática.

O organismo reage a certos fatores produzidos em resposta ao agente infectante ou pelo próprio processo patológico, como uma auto-agressão, pois continua a responder com inflamação mesmo depois de vencido o agente infeccioso, o estreptococo, que é considerado o vilão.

• Observar orientação médica.

• Durante a fase aguda, febril, recomenda-se dieta leve, à base de sucos de frutas. Manter o intestino desimpedido. Só essa simples providência ajudará consideravelmente o organismo em sua urgente tarefa de eliminar toxinas.

• Havendo fome, usar frutas com torradas ou saladas de cereais germinados (como broto de alfafa), legumes cozidos ao vapor, tofu e cereais integrais. Mastigar completamente.

• Passada a fase aguda, deve-se adotar dieta saudável, com as seguintes observações adicionais:

1. Durante uma ou duas semanas adotar dieta rica em vegetais frescos e crus. Usar abundância de frutas, saladas cruas (lavar bem), amêndoas, sementes de girassol, cereais escaldados (como grãos de aveia, deixados previamente de molho), avelãs e grãos germinados.

2. Para continuar a desintoxicação, substituir, ao longo de mais algumas semanas, uma refeição (como o desjejum ou o jantar) por uma só qualidade de fruta, como maçã (comer com a casca; lavar bem).

3. Acrescentar, depois de duas semanas de desintoxicação, uma colher, das de sopa, de germe de trigo, nozes, algumas bananas-maçãs, alguns comprimidos de levedura de cerveja e uma fatia de abacate (se disponível) ao dia. Objetivo: fornecer ao organismo teores adequados de vitaminas E e B, além de ácidos graxas essenciais.

4. Comprimidos de alfafa, planta que a um tempo desintoxica e nutre, são particularmente úteis. Há orientação sobre dosagem tradicional na bula. Se esses comprimidos não são disponíveis, tomar o chá de alfafa, de duos a três xícaras ao dia, durante pelo menos um mês, a partir da segunda semana de tratamento. Uma colher, das de sopa, da planta para 300 ml de água. Ferver e filtrar.

Plantas

O emprego de plantas não deve suprimir a orientação médica, importante neste caso. Os manuais de fitoterapia mencionam as seguintes plantas, de ação depurativa e/ou imunoestimulante.

Recomenda-se acrescentar própolis aos chás:

*Alfafa – Decocto (fervura) da planta ou infuso (derramar água fervente) dos flores, uma colher, das de sopa, para 300 ml de água, de duas a três xícaras ao dia.

• Cinco-folhas (ou panacéia) – Fervura das folhas e raízes, de duas a três xícaras por dia, uma colher, das de sopa, para 300 ml de água.

• Eguinácea – Dose indicada pelo terapeuta.

• Guaco – Fora da fase mais aguda, massagear as articulações com o sumo de folhas frescas de guaco.

• Pacová – Chá forte das cascas ou rizomas para banhar o local inflamado. Aplicar o chá morno.

• Picão-da-praia – Derramar meio litro de água fervente sobre duas colheres, das de sopa, das folhas picadas. Coar. Duas xícaras por dia.

•Sa!sapcirri!ha – Ferver uma colher, das de sopa, da raiz picada em 300m1 de água. Tomar duas xícaras, ao longo do dia.

• Sassafrás – Ferver duas colheres, das de sopa, da raiz picada em meio litro de água. Tomar de duas a três xícaras por dia.

• Velame-do-campo – Ferver uma colher, das de sopa, da raiz e folhas picadas em meio litro de água. Filtrar. Tomar uma a duas xícaras por dia.

Aplicações locais

Indica-se na inflamação a compressa de argila fina, que se renova de hora em hora. Alguns pacientes se sentem bem com compressas quentes de essência de eucalipto com gengibre ralado ou inhame cozido. Banhos com o chá forte do pacová (quentes) são empregados no alívio das dores.

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Nesse artigo falamos sobre Remédios Caseiros para Reumatismo do Sangue.

Imagem- defatoonline

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