Argiloterapia – Terapias e Tratamentos com Argila

Muitos consideram estranha a idéia de que a argila ou o barro possam ser usados como tratamento. A noção de “terra” ou “solo” está vulgarmente ligada à noção de “sujeira”, “micróbios” e “doenças”. O “chão” é a base em que repousa toda a “imundície” do planeta. Não se refere aqui, entretanto, a qualquer “terra”. O tratamento com a argila, chamado às vezes argiloterapia, emprega material isento de contaminação, recolhido do subsolo de locais onde não há habitações humanas, criação de animais ou escoamento de esgoto.

A argila empregada em Medicina tradicional, desde que obtida e tratada da devida maneira, não apresenta micróbios patogênicos. E completamente asséptica.
Entretanto, há casos em que, por falta do devido cuidado higiênico, a argila pode-se contaminar.
Há algumas referências ao emprego da argila por médicos da antiga Grécia e Roma. Os egípcios a utilizavam na mumificação dos mortos, como agente auxiliar à conservação.

Com a escassez de medicamentos da Primeira Guerra Mundial, conta-se que o uso empírico e talvez intuitivo da argila por soldados doentes e feridos tenha trazido notáveis benefícios. Hoje, a argila é mundialmente indicada por estudiosos do naturismo e naturopatas práticos. Há também clínicas de repouso e tratamentos naturais que a empregam.


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As ações benéficas da argila

argiloterapia

A argila é utilizada desde a anti- conhecidas há milênios por várias gerações com objetivos medicinais, medicinas tradicionais. A ‘argiloterapia” é empregada em clínicas naturistas, estâncias hidrominerais e tradicionalmente há milênios. Em vista de seus notáveis efeitos na prática, é uma terapia merecedora de maiores pesquisas. Poderá ser útil em muitas situações, mas vate lembrar que não suprime o tratamento médico.

Os entusiastas do tratamento pela argila falam em propriedades terapêuticas relacionadas ao “magnetismo”, à “osmose”, à “radioatividade” etc. Embora estas hipóteses requeiram comprovação científica, a prática mostra que a geoterapia pode ser útil. O número de pacientes que, submetendo-se a este método simples de tratamento, relatam bem-estar e exibem melhora é impressionante.

Há os que dizem que a sugestão psíquica concorre para o bom resultado, pois não querem crer que haja algo de especial na argila. Contudo, em qualquer modalidade de tratamento, a sugestão é fator de êxito. Isto é, quando o paciente é levado a confiar no tratamento, a possibilidade de sucesso será obviamente maior.

O famoso hidroterapeuta alemão Kneipp atribui à argila propriedades antibaderianas, sendo, segundo ele, capaz de absorver a matéria mórbida de uma infecção, ferida ou chaga, “limpando-a” e apressando a cura.


É preciso ter certeza de que a argila tem boa procedência. Recomenda-se cavar em barrancos argilosos de locais livres de contaminação. Remove-se o barro superficial e aproveita-se o material de camadas profundas. Ferramentas utilizadas, como: pá, enxadão, cavadeira e enxada, devem ser previamente limpas. Coloca-se a argila em recipientes limpos. Deixam-se secar ao sol camadas tinas, bem trituradas, reduzidas a pó (pode-se colocar a argila, peneirada, num tabuleiro). Cobre-se com vidro ou plástico transparente, para evitar moscas.
Indica-se a argila esterilizada, à venda em casas de produtos naturais, para uso externo ou interno.

Tratamentos – Argiloterapia e Doenças

Os terapeutas práticos e as medicinas tradicionais sugerem o uso externo da argila nas seguintes condições:

o adenite;
amigdalite;
circulatórias, desordens;
coluna vertebral, distúrbios e dores da;
contusões;
dores em geral;
eczemas;
estresse;
faringite;
febre;
inflamações externas e internas;
laringite;
leucemia;
picaduras;
reumatismo;
sinusite.

 

Segundo os práticos e os estudiosos do assunto, a ampla recomendação da argila se atribui ao fato de acalmar febres locais e gerais (“refrescar”), abrandar processos inflamatórios, descongestionar, promover a “limpeza orgânica”, normalizar as funções metabólicas e levantar, enfim, a resistência global do corpo.

Como funciona uma terapia com argila?

Peneira-se e mistura-se com água a argila, de preferência água do mar (colhida em locais livres de contaminação) ou mineral- Alguns autores recomendam ferver e deixar esfriar a água com argila, antes do uso. A consistência deve ser pastoso, homogêneo, não muito mole. A temperatura da água é ambiente, isto é, não há necessidade de aquecer, salvo em circunstâncias especiais.

Coloca-se sobre o local afetado uma camada de 1 a 2cm de argila.

Havendo muito pêlo no local, é mais cômodo interpor gaze ou pano fino de algodão ou linho entre a pele e a argila.
Enfaixa-se a cataplasma com um pano e prende-se com alfinete de modo que fique firme, mas não muito apertada.
Agasalha-se adequadamente o paciente, mantendo os pés aquecidos.


A cataplasma comum, como a aplicação lombo-abdominal, dura duas horas.

Em caso de doença inflamatória aguda, renova-se a argila de hora em hora, ou conforme indicação específica.
Para quem permanece em atividade recomendam-se tradicionalmente, no mínimo, três aplicações semanais. Já quem se coloca à disposição do tratamento, de acordo com orientação tradicional, pode aplicar várias cataplasmas diárias. E importante salientar que nenhuma indicação tradicional suprime os procedimentos médicos convencionais.

CONTRA-INDICAÇÕES

A argiloterapia é, em certas situações, contra-indicada: no período menstrual, na gravidez e em doenças muito debilitantes. Pacientes muito magros e debilitados devem empregá-la sob orientação profissional. Em climas muito frios é preciso redobrar os cuidados para não haver resfriamento. Pacientes fracos, portadores de afecções pulmonares, requerem orientação para o uso da geoterapia. Crianças pequenas também necessitam de indicação profissional. O uso em ferimentos, embora tradicionalmente citado, pode oferecer risco, especialmente se houver contaminação ou erro de técnica.

Alguns autores não recomendam a aplicação pós-prandial da argila (após as refeições), aconselhando um espaço de pelo menos três horas entre a refeição e a aplicação geoterápica. Depois de retirada a cataplasma deve-se esperar uma ou duas horas para comer. Contudo, há estudiosos que afirmam não haver risco em aplicar a argila imediatamente após a refeição. Entretanto, pelo fato de reinar ceda dúvida, recomenda-se a prudência de esperar algumas horas. Não realizar esforço mental durante a cataplasma. O paciente deve manter-se calmo e relaxado, respirando profundamente.

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