Balneoterapia – Benefícios | Guia Completo

A Balneoterapia é a imersão do corpo humano num meio de água doce, quente ou fria, ou ainda sua exposição aos raios sobres, ao ar livre ou, finalmente, ao vapor; esses diferentes aspectos da balneação líquida ou gasosa são considerados aqui sob o ângulo puramente terapêutico.

Tratamento complementar ou tratamento preventivo das doenças, sobretudo daquelas atribuídas aos erros da vida moderna, a Balneoterapia proporciona ao organismo um certo grau de resistência e uma menor receptividade aos agentes patogênicos.

História da Balneoterapia

Desde a mais remota Antiguidade, os seres humanos recorreram aos banhos sob suas diferentes formas como meios terapêuticos naturais, quer se tratasse da água, quer do ar, quer das radiações solares.

Em seus escritos, Hipócrates já fazia menção à aplicação de duchas nos doentes, observando que “o ato de derramar muita água fria quase sempre acalma as inchações das articulações, as dores, as distensões musculares e contribui para extirpar o mal”. Naquela época, os pacientes banhavam-se em quedas de água preparadas para esse fim, ou os escravos derramavam a água fria dos cântaros sobre o corpo de seus senhores.

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Balneoterapia entre Romanos e Astecas…

As instalações termais da Roma Antiga, cujas ruínas imponentes ainda subsistem na Europa, são o testemunho da importância que nossos ancestrais latinos atribuíam às virtudes preventivas e curativas da Balneoterapia. Tudo leva a crer, na verdade, que a hidroterapia era, além do mais, completada pela exposição do corpo ao ar no sol.

Os astecas não desconheciam o uso de banhos de vapor e, quando os primeiros viajantes europeus entraram em contato com esses povos mexicanos, puderam constatar que estes praticavam regularmente a termossudoterapia.

Utilizavam-nos por razões de higiene e de purificação física e moral, e empregavam-nos com fins terapêuticos nos convalescentes de doenças graves, nas manifestações reumatismais, em dermatologia e em traumatologia.
Mencionemos, a propósito, que, se já na Idade Média era habitual o uso das saunas, foi no século passado, sob o estimulo do abade Sebastião Kneipp, nascido na Baviera em 1821, que a hidroterapia, a despeito da hostilidade dos médicos, foi aplicada sistematicamente no tratamento de um grande número de afecções.

 

 

balneoterapia

 

Banhos Frios

O banho frio completo será tomado de preferência pela manhã, ao acordar; no início, sua duração não ultrapassará quinze segundos, para atingir progressivamente três minutos; será seguido de um repouso na cama, de 15 a 20 minutos, e que permitirá que o organismo reaja de.um modo salutar.

No início da cura, .a temperatura da água deve ser de 250 aproximadamente, sendo diminuída conforme a própria adaptação do paciente. Em todo caso, a freqüência desses banhos r,não ultrapassará a média de três por semana.

Diz-se que os banhos de rio produzem resultados análogos aos do banho frio completo. O indivíduo contará também com a vantagem dos efeitos mecânicos da pressão da água e da velocidade da correnteza, além dos benefícios proporcionados pelo contato com o ar livre.

O banho frio parcial é feito nas mesmas condições. Temperatura de 15° a 18° , duração de mais ou menos cinco segundos no inicio, para alcançar progressivamente três minutos; durante a imersão recomenda-se abluir as costas, o peito, os braços e o rosto.

Os banhos frios Locais são recomendados para a bacia, os pés e os braços. – O banho de assento, de uma duração média de um a dois minutos, deverá ser tomado de preferência pela manhã, ao levantar; a tempera-tora da água será de 180 ,de inicio, para desder progressivamente a 80. Como nos casos do banho completo e d0 banho parcial, será aconselhável afreqiiênciade três banhos por semana.

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Os banhos frios dos pés

Consistem numa imersão das extremidades na água fria até a barriga da perna, durante dois ou três minutos, à noite antes de deitar; devemos dizer, aliás, que tal operaçãoconstitui-se no melhor dos soníferos.

Quanto aos banhos doo braços

A técnica consiste em mergulhar o antebraço até o cotovelo na água fria, durante dois ou três minutos, e depois dessa imersão balançá-los na posição vertical, sem os secar, por um espaço de tempo igual ao do banho.

 

 

Banhos Quentes

Os banhos quentes devem ser tomados na temperatura de 35°-e sua duração não excederá quinze ou vinte minutos; em princípio, sua freqüência não ultrapassará o número de três por semana.

Para aumentar seus efeitos terapêuticos, e conforme o caso a Ser tratado, pode-se incorporar a eles plantas medicinais (alecrim, alfazema, hortelã, flores de feno,. agulhas de pinheiro, cavalinha, etc.) cujas propriedades medicinais foram estudadas no capitulo desta obra dedicado à Fitoterapia.

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Na prática, e para maior comodidade, é mais simples servir-se das essências de plantas que existem atualmente no comércio; elas agem por penetração através da pele e por inalação, por causa dos vapores que se desprendem ao contato com a água quente.

Para os indivíduos com carência de sais minerais, será aconselhável o banho com sal isotônico, dissolvendo-se na água quente sal grosso marinho, numa proporção de 800 gramas para 50 litros de água; nos auto-intoxicados, nos que sofrem de artrose ou de gota, se utilizará de preferência banhos enxofrados.

A forma gasosa

A balneoterapia, nesse caso, pode ser considerada como sendo a aplicação terapêutica de um gás natural – o ar ambiente e o vapor de água – no indivíduo.

o banho de ar:

complemento vantajoso e natural do banho de mar, de rio ou de sol, pode, contudo, limitar-se apenas ao banho de ar, ser tomado em casa mesmo, de preferência pela manhã ao levantar, com o corpo inteiramente despido.

Deve ser acompanhado de exercícios diários de educação física, num local onde as janelas estejam completamente abertas; uma vez que a totalidade da superfície cutânea é irrigada pela ação do ar fresco da manhã, esse tipo de banho permite uma eliminação importante tanto dos resíduos orgânicos acumulados durante a noite, como do gás carbônico; concorre para um melhor equilíbrio da circulação do sangue e do sistema nervoso; sua duração não ultrapassará 45 ou 60 minutos.

o banho de vapor:

Esse tipo de banho tem como principal objetivo proporcionar ao indivíduo uma sudação abundante que favoreça a limpeza humoral sob a ação do calor úmido, grande parte da massa sanguínea desloca-se para a superfície do corpo.

Assim a dilatação dos vasos sanguíneos superficiais e dos capilares; a secreção líquida, consecutiva a esse fenômeno, ativa a eliminação dos resíduos através da epiderme. Com um fim terapêutico, a duração do banho de vapor não deve ultrapassar 10 ou 15 minutos, sendo imediatamente seguido de uma afusão de água fria e de um repouso na cama.

A forma de irradiação

Consiste essencialmente na exposição do corpo ao sol; mas essa operação deve ser praticada racionalmente e controlada pelo interessado; nunca é demais insistir sobre a importância desses últimos pontos, pois, com muita freqüência, uma aplicação dos raios brutal, rápida ou prolongada demais corre o risco de criar graves conseqüências, que vão da simples queimadura da pele até a insolação e as congestões cerebrais ou pulmonares.

É preciso não deixar de lembrar que, além de trazer o calor e a luz, o sol desempenha uma função importante pela penetração em profundidade dos raios infravermelhos e ultravioletas; do conjunto desses fatores resultará uma maior atividade da circulação do sangue, uma estimulação das terminações nervosas da pele e uma maior dilatação dos poros que, juntamente com a ligeira sudação resultante, facilita a eliminação das impurezas.

Além do mais, a superfície cutânea é onde acontece fenômenos de fotossíntese, agindo principalmente sobre os esteróis da derme que vão produzir a vitamina D; esta última é indispensável no processo de assimilação do Cálcio e do Fósforo; a helioterapia bem compreendida é, pois, uma poderosa terapêutica contra o raquitismo.

Exposição ao Sol

Para obter todos os seus benefícios, o organismo deve adaptar-se progressivamente; para começar, a cura solar deverá ser feita pela manhã, antes das 10 horas. A exposição durará alguns minutos no primeiro dia, um quarto de hora no segundo, aumentando depois 10 ou 15 minutos por dia, até completar uma hora e meia no final da primeira semana; a partir da segunda semana.

A exposição ao sol poderá durar duas horas; entretanto, o banho de sol não deve ser tomado em repouso sobre a areia ou sobre o chão. Deve-se andar sob a luz, praticando alguns movimentos simples dos membros, acompanhados de exercícios respiratórios.

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Efeitos fisiológicos da Balneoterapia

A superfície cutânea intervirá ativamente nos processos de reação orgânica consecutivos aos banhos de ar, de sol ou de água.

Modo de ação da Balneoterapia

Essa operação terapêutica, realizada por intermédio do tecido cutâneo cuja função e importância acabamos de destacar, provocará efeitos de reação orgânica num certo número de funções:
ação sobre a circulação: será geral ou local, conforme a exposição às diferentes formas de balneação atinja o corpo todo ou parte dele.

O banho frio completo, por exemplo, diminui o ritmo das batidas do coração e aumenta a força das contrações cardíacas e, além do mais, provoca uma vasoconstrição dos vasos sanguíneos da pele e dos capilares.

O banho quente, ao contrário, determina uma vasodilatação superficial e uma aceleração do ritmo do coração; quando feito em regiões específicas, congestiona os órgãos, principalmente os da pequena bacia, no caso de banhos de assento.

Os banhos de ar equilibram a circulação sanguínea em seu conjunto e melhoram o estado das artérias; desse modo, a tensão arterial sobe no hipôtenso e desce para o normal no hipertenso.
ação sobre a respiração: no hipertenso, o banho frio diminui a cadência respiratória e decresce a amplitude dos movimentos, enquanto o banho quente aumenta o seu ritmo.

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Ação sobre o sistema nervoso

As aplicações gerais ou locais de água fria provocam fenômenos de contrações das vísceras e aumentam o peristaltismo intestinal; além disso, elas têm um efeito tônico sobre o sistema nervoso central e sobre os filetes do simpático.

Os banhos quentes, desde que sua temperatura seja suportável, têm um efeito sedativo; o banho de ar, por sua vez, produz um efeito calmante sobre os nervos trazendo uma sensação física de bem-estar e um sentimento moral de euforia.

. Além do mais, pela melhora da circulação sanguínea, da estimulação do sistema nervoso, da eliminação dos resíduos orgânicos e das toxinas, a Balneoterapia, sob todas as suas formas, é um meio eficaz de lutar contra o envelhecimento precoce; ela contribui para o rejuvenescimento da epiderme.

Contra-indicacões

Não são muitas, mas devem ser respeitadas em certos casos, para evitar o aparecimento de reações desfavoráveis ao estado de saúde dos doentes, o que viria contrariar a finalidade almejada;
Os banhos frios: devem ser evitados pelas pessoas com fadiga física ou moral, sobretudo se se tratar de banhos completos; nesse caso, é preferível começar por habituar-se ao contato com a água fria, limitando-se, de inicio, a imergir apenas os péspara chegar aos poucos a um banho mais completo;

Os banhos quentes: naturalmente, devem ser proscritos aos cardíacos e aos portadores de varizes nas pernas;

Os banhos de sol: além das precauções indispensáveis a todas as pessoas, deve-se assinalar que a prática da helioterapia é desaconselha-da para os hipertensos e para os que sofrem de arteriosclerose, para o doente que padece de cardiopatia grave ou de doença de Basedow, assim como para aquele que sofre de uma real insuficiência hepática; em todos esses casos, e antes mesmo de iniciar uma cura solar, será prudente pedir a opinião do médico que acompanha o tratamento.

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