Causas, Sintomas e Devidos Cuidados para Pielonefrite

Era a primeira gravidez de Cristina. Tudo parecia transcorrer bem. Lá pelo 59 mês, entretanto, surgiram sintomas inesperados.

De um momento para o outro, começou a sentir-se um pouco indisposta. O termômetro revelou febre. Mas não havia qualquer sintoma de gripe.

Que poderia ser? Cristina perdeu completamente a fome, e começou a sentir náuseas. Parecia problema digestivo. Mas não era.

A indisposição foi crescendo, a ponto de exigir cama. Começaram a surgir dores nos músculos e uma dorzinha incômoda e profunda na parte de baixo da barriga.

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Quando foi ao banheiro para urinar, a dor tornou-se insuportável. A urina custava para sair, e ardia. Depois, surgiram alguns vestígios de pus na urina.

Foi aí que Cristina suspeitou pela primeira vez de “problema urinário, talvez cólica”.

Ligou para seu marido, que, sem hesitar, largou os compromissos e veio para levá-la ao médico. Procedeu-se imediatamente a uma cultura de urina, que revelou grande quantidade de bactérias.

– Algo perigoso? – perguntou, preocupado, o marido de Cristina.

– Os exames revelaram infecção urinária por bactérias. Ela vai ficar em observação nas próximas horas. – explicou o médico. – Há algum perigo para a criança?

– De imediato não, mas precisamos manter a infecção sob controle e eliminá-la completamente.

Felizmente, como acontece na maioria das vezes, a infecção, que era uma pielonefrite aguda, regrediu em poucos dias, sem ocasionar maiores problemas. Nesse artigo falaremos sobre Causas, Sintomas e Devidos Cuidados para Pielonefrite.

Causas, Sintomas e Devidos Cuidados para Pielonefrite

Trata-se de uma infecção aguda do trato urinário, que afeta especificamente o rim (ou os rins). Muitas vezes, a infecção atinge também a bexiga (cistite). Pode ser assintomática (sem sinto-
mas), ou apresentar os sinais clínicos descritos a seguir.

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Na maioria dos casos, o exame bacteriológico de urina indicará infecção quando a contagem de bactérias for superior a 101 germes por mililitro de urina corretamente colhida.

E comum ocorrerem recidivas (recaídas), provocadas por sucessivas reinfecções ou infecções não resolvidas. Assim, uma ou duas semanas após o término dos tratamentos e o desaparecimento dos sintomas, o quadro pode reinstalar-se.

Há situações em que, pela queda de resistência e por tratamento inadequado, a pielonefrite se cronifica, prolongando-se por muito tempo.

Tendo em vista a continuidade anatômica do sistema urinário e a semelhança entre os sintomas de infecção dos seus vários componentes, alguns estudiosos chamam de “síndrome uretral aguda” as diversas disfunções urinárias de fundo infeccioso. Mais comum em mulheres

Infecções Urinárias

As infecções urinárias são mais comuns em mulheres devido, em parte, às condições anatômicas do sistema gênito-urinário feminino.

Os homens contam com a proteção do líquido prostático, antibacteriano. Estudos mostram que 20% das mulheres adultas (em qualquer idade) sofrem cada ano de disúria (distúrbios urinários).

Os homens dificilmente têm infecção significativa do trato urinário antes dos 45 anos, a não ser que haja anormalidades urológicas. Uma dessas anormalidades é a hipertrofia da próstata, que obstrui o canal da urina e favorece as infecções.

E interessante notar que mulheres com certas alterações de flora vaginal são mais vulneráveis a infecções urinárias.

Quando a vagina e a uretra (canal da urina) encontram-se colonizadas por bactérias gram-negativas do intestino, as síndromes uretrais agudas instalam-se com relativa facilidade.

Essa colonização anômala ocorre, em parte, devido à proximidade entre o ônus e a vagina. Mas acredita-se que a queda de resistência imunitária sistêmica e local, com simultânea alteração de flora, predispõe ao quadro.

Algumas mulheres exibem infecções urinárias que podem ser associadas ao ato sexual, pois o trauma mecânico do coito pode propiciar a passagem de bactérias à bexiga.

A promiscuidade sexual é, sem dúvida, fator de risco para múltiplas infecções, pois é um dos meios por que os agentes de doença encontram fácil acesso ao organismo.

Durante a gravidez, as infecções sintomáticas são particularmente comuns. Considerando que esses distúrbios oferecem riscos ao bebê, é preciso preveni-los e tratá-los devidamente.

O aumento da mortalidade neonatal e de casos de nascimentos prematuros podem ser resultado de infecções urinárias durante a gestação.

Muitas das mulheres não sabem sobre as causas, Sintomas e Devidos Cuidados para Pielonefrite, é muito importante que elas tenham conhecimentos sobre essa doença.

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Os germes que infectam o sistema urinário

Inúmeros micro-organismos podem infectar o sistema urinário. Os mais comuns, entretanto, são os bacilos gram-negativos. A Escherichia coli causa até 90% das infecções agudas.

Também podem ser encontrados Proteus, Klebsiela, Enterobacter, Serratia e Pseudomonas, presentes em infecções não complicadas, mas que se tornam motivo de preocupação em infecções recorrentes, doenças obstrutivas, cálculos, traumas, manipulações cirúrgicas e diagnósticos.

São um achado constante nas infecções hospitalares, e encontram-se associados a instrumentações como o cateterismo.

O Staphy ococcus saprophyticus é digno de nota nas infecções agudas em mulheres jovens. A Chlamydia trochomatis ocorre comumente em casos que, apesar da baixa contagem bacteriano, há pus na urina (piúria).

Os vírus podem favorecer a infecção bacteriana. Alguns vírus vêm sendo responsabilizados por cistites com sangramento.

Obstruções urinárias

Qualquer obstrução à passagem da urina facilita a ação das bactérias e as doenças infecciosas. Entre as causas de obstrução, podemos citar o cálculo, a hipertrofia da próstata, a estenose (estreitamento do canal), ou algum tumor.

Quando se somam obstruções a infecções, os rins correm sério perigo, e impõe-se tratamento cuidadoso. Os especialistas, entretanto, alertam para o risco de cirurgias desnecessárias, que, podem agravar ainda mais a situação.

E o caso de pequenas obstruções, que não exibem o risco de progredir e não afetam significativamente a função renal. A tentativa de corrigir tais obstruções expõe ao risco de lesões e infecções.

É muito importante que fiquemos atentos as Causas, Sintomas e Devidos Cuidados para Pielonefrite.

Mau funcionamento da bexiga

A bexiga é formada por um envoltório muscular que deve responder a estímulos nervosos assim que ela contiver certo volume de urina. Mas há algumas doenças em que esses estímulos nervosos falham, e a bexiga se enche em demasia, ocasionando, desconforto e dificuldade de urinar.

E o caso da esclerose múltipla, da lesão da medula raquiana, da tabes dorsal, do diabetes etc. Para drenar a bexiga usam-se sondas, que favorecem infecções do trato urinário.

A permanência prolongada de urina na bexiga, também favorece infecções.

Doenças causadoras de desmineralização óssea, como aquelas que exigem grande permanência na cama, provocam hipercalciúria (eliminação excessiva de cálcio pela urina), formação de cálculos de cálcio, obstrução (uropatia obstrutiva) e infecção.

Refluxo de urina e outras doenças renais

Algumas anormalidades anatômicas podem fazer com que ceda quantidade de urina retorne da bexiga para os ureteres, favorecendo uma infecção como a pielonefrite. A cistouretrografia miccional é o teste que revela a ocorrência de refluxo.

Certas doenças que envolvem os rins podem tornar esses órgãos mais sujeitos a infecções. Exemplo disso é o diabetes melito, a gota, a nefrocalcinose, a drepanocitose, a hipercalcemia e a hipocalemia (diminuição do potássio no sangue).

Nesse artigo falamos sobre Causas, Sintomas e Devidos Cuidados para Pielonefrite.

Imagem- maryalcantaras.wordpress.com

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