Como funciona a Visão do Olho Humano

Uma pessoa destituída de visão procura “enxergar” por todos os meios a que puder recorrer. Tenta suprir sua deficiência por meio dos outros sentidos, principalmente do tato e da audição. (Nesse artigo falaremos Como funciona a Visão do Olho Humano).

Assim, ela “vê” os objetos pela palpação. “Enxerga” a expressão do rosto das pessoas pela entonação irada ou alegre da voz.

Quase nada lhe escapa e qualquer alteração pode ser imediatamente percebida.

Essa acuidade é fruto do treino dos outros sentidos. Ao contrário do que se acreditava até há pouco tempo.

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Não existe no cérebro uma área sensorial comum a todos os sentidos, de maneira que a falha de um deles seja compensada quase automaticamente pelos outros. Cada sentido tem uma localização cerebral própria.

E por esse motivo que a compensação sensorial dos cegos é realizada à custa de seu próprio esforço: eles têm de exercitar e desenvolver gradativamente outras faculdades, para que a deficiência visual seja suprida.

No caso da visão, os impulsos sensoriais são transformados em impulsos nervosos ao atingir a retina; dai, através das fibras do nervo óptico.

Como funciona a Visão do Olho Humano

A retina do olho humano

Das três camadas concêntricas que formam o globo ocular, a retina é a mais interna.

A mais externa. Composta de tecido conjuntivo é a esclerótica, que em sua porção anterior se torna transparente e recebe o nome de córnea.

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Com exceção da região junto à córnea. a esclerótica é revestida por uma segunda camada a coroide -, ricamente vascularizada e pigmentada. A esta última adere a retina, que constitui a terceira camada do globo ocular.

Com apenas 0.4 milímetro de espessura, a retina representa a parte sensível do olho.

É constituída, sobretudo por fibras e células nervosas; possui também como qualquer outra parte do corpo certa quantidade de tecido de sustentação, cuja finalidade é manter unidas as partes mais delicadas.

Esse tecido é formado por células semelhantes às que compõem o tecido de sustentação do sistema nervoso central, o que demonstra que a retina é uma expansão do cérebro.

A célula sensorial da retina que recebem o estimula luminoso, transformando-o em impulso nervoso são os cones e bastonetes, também chamados fotorreceptores. Os bastonetes.

Bem mais numerosos que os cones, são os responsáveis pela visão em branco e preto. Os cones, por outro lado, permitem a percepção das cores.

A distribuição dos fotorreceptores não é homogênea: os bastonetes predominam na periferia e vão diminuindo em direção ao centro da retina. Já o número de cones aumenta até atingir um ponto central hipersensível, a fóvea central, constituída somente por cones.

Considerando que a capacidade de distinguir as cores depende dos cones, explica-se por que não se vê a cor de um objeto cuja imagem incide nas partes menos centrais da retina região onde os cones são pouco numerosos ou até mesmo inexistentes.

Todas as zonas nas quais predominam os cones se tornam muito mais sensíveis quando a luminosidade é pouco intensa, isto é, na luz crepuscular.

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A DEFESA NATURAL

A luz, após atravessar o cristalino (corpo transparente localizado atrás da íris) e o humor (substância gelatinosa do interior do globo ocular atinge a retina, tendo de passar por suas várias camadas antes de chegar aos cones e bastonetes).

É enfim absorvida pela camada pigmentada que se encontra na periferia das células sensoriais.

Os raios do sol, antes de chegar à superfície terrestre, são filtrados pela atmosfera. Mesmo assim, ainda contêm certa quantidade de raios infravermelhos e ultravioleta.

Embora o olho humano não consiga percebê-los -têm comprimentos de onda respectivamente superiores e inferiores ao que o olho alcança –, esses raios têm um efeito nocivo sobre a retina.

Os infravermelhos produzem muito calor e o ultravioleta têm uma energia maior do que as radiações visíveis.

O olho, porém, possui uma barreira que absorve esses raios quase completamente, constituídos pela córnea, cristalino, humor vítreo e humor aquoso (líquido contido no espaço entre a córnea e o cristalino).

Essa é uma das formas de como funciona a Visão do Olho Humano.

A PERCEPÇÃO DAS CORES

Os fotorreceptores contêm um pigmento que absorve as radiações luminosas. Quando a luz atinge a retina, esse pigmento exerce sua função, imediatamente seguida de uma reação química, que termina no impulso nervoso.

Esse pigmento sensível à luz, contido nos bastonetes, é a púrpura visual ou rodopsina (de rhodon, rosa), molécula composta de uma proteína especial, a opsina, e de um derivado da vitamina A, o retineno.

Explica-se, desse modo, por que as pessoas cuja alimentação é deficiente em vitamina A apresentam dificuldade de visão à luz crepuscular.

Quando o raio luminoso atinge o retineno, este sofre um rearranjo molecular, isto é, seus átomos passam a apresentar uma disposição diferente dentro da molécula.

Quando é submetido prolongadamente à luz, o retineno acaba por se separar da opsina, à qual está ligado.

Nesse processo, a proteína sofre também determinadas modificações, em virtude das quais se altera o estado elétrico da membrana celular (potencial da membrana) dos bastonetes.

Essa mudança é a responsável direta pelo desencadeamento do impulso nervoso. Assim sendo uma das formas de Como funciona a Visão do Olho Humano.

A seguir, em presença de uma enzima especial, o retineno é transformado em vitamina A e esta, por sua vez, novamente em retineno, com a mesma disposição inicial dos átomos. Agora, o retineno se combina à opsina, e está assim regenerada a rodopsina ou púrpura visual.

Quanto à percepção das cores, o físico inglês Thomas Young propôs, no início do século XIX, a teoria de que a capacidade de ver as cores se deve a três pigmentos existentes nos cones: um específico para o vermelho, outro para o verde e outro para o azul claro. A mistura daria todas as cores.

Somente em 1964 mais de um século e meio depois essa teoria foi provada cientificamente.

Obteve-se a prova graças a um aparelho (microespectrômetro) capaz de medir a absorção da luz por um único cone.

A capacidade de distinguir as cores, portanto, depende da proporção dos diferentes cones estimulados.

Embora existam cerca de dez vezes mais bastonetes do que cones, os primeiros não interferem na visão das cores, talvez pelo fato de não funcionarem com a claridade intensa da luz do dia.

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Nesse artigo falamos Como funciona a Visão do Olho Humano.

Imagem- diariodaweb.com

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