Diátese – O que é e como funciona os tratamentos

Podemos definir a “diátese” como a disposição para ser afetado por esta ou aquela tendência patológica; situada entre dois estados antagônicos, porém freqüentemente complementares – a saúde e a doença – ela é a expressão de um desequilíbrio biológico, de uma disfunção orgânica que, ignorada, negligenciada ou indevidamente tratada, conduzirá o indivíduo atingido à lesão irreversível deste ou daquele órgão e, posteriormente, à sua degenerescência.

A diátese é apenas um fato clínico, por assim dizer empírico, mas também uma expressão de processos metabólicos mais gerais; ela é uma manifestação sintomática de um processo geral de trocas”.

Ora, admite-se, atualmente, o que já foi dito acima, que os processos metabólicos que regulam o equilíbrio biológico do indivíduo dependem, na maioria das vezes, da presença e da atividade específica de catalisadores, entre os quais certos oligo-elementos.

diatese

 

Logo, a falta deles terá como conseqüências uma modificação de terreno no sentido da receptividade às agressões e, por conseguinte, o aparecimento de sinais mórbidos, funcionais de inicio, lesionais a seguir.

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Mas, antes de desenvolver num próximo parágrafo as propriedades especificas desses catalisadores, lembraremos, primeiramente, a classificação dada por J. Ménétrier e que engloba as quatro diáteses fundamentais, classificação que ajudará a compreender a função dos oligo-elementos nas manifestações patológicas.

 

A diátese alérgica

Uma primeira diátese, chamada “alérgica”, pode ser comparada ao estado que a medicina tradicional descreveu sob o termo geral de artritismo; essa diátese, no seu conjunto, é o apanágio dos adolescentes e dos adultos jovens; ela pode se manifestar indiferentemente através de enxaquecas, de urticária, de eczemas, de asma, de corizas espasmódicas e de toda uma série de outras perturbações que atingem o aparelho digestivo e o sistema nervoso para chegar às litiases vesiculares ou renais, à asma, em sua forma crônica, e às artrites.
Essa diátese requer a aplicação de manganês.

A diátese hipostênica

Uma segunda forma diatésica que J. Menétrier qualifica de “hipostênica”, comum a todas as idades da vida, desde a infância até a idade adulta, caracteriza-se sobretudo por uma tendência à fadiga, tanto física quanto psíquica. Em caso extremo, ela pode levar à tuberculose sob todas as formas, à poliartrite ou ao enfisema.

Nesse caso, deve-se prescrever uma combinação de manganês e cobre.

A diátese distônica

A diátese distônica à qual se aplica uma combinação de manganês-cobalto, pode ser considerada, por seu lado, como uma variante nervosa da diátese artrítica; geralmente surge após uma fase “alérgica”; compreende todos os vários estados neurovegetativos de arteriosclerose, de artrose, e deve ser tratada graças à ação dos oligo-elementos citados acima, antes que o indivíduo atinja o grau das verdadeiras crises orgânicas e das degenerescências.

A diátese anérgica

Finalmente, a ultima diátese chamada “anérgica”, cuja importância é considerável: marca a diferença entre os estados funcionais e os estados lesionais e, sempre segundo J. Ménétrier, traduz uma evolução, quer brutal, quer insidiosa, para uma diminuição rápida ou lenta da energia vital e de suas possibilidades reacionais, logo, uma menor resistência às agressões de qualquer natureza.

Do ponto de vista patológico, ela engloba todas as infecções recidivas agudas ou sub-agudas, a primo-infecção, a tuberculose, o reumatismo crônico evolutivo etc A ela pode-se prescrever uma combinação de cobre, ouro e prata.

Leia também: Oligoelementos e Oligoterapia – Como Funciona?

Assim se apresentam, grosso modo, os diferentes aspectos das quatro diáteses fundamentais descritas por J. Ménétrier; naturalmente, é raro, para não dizer excepcional, encontrá-las em estado puro no doente.

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Pela sua gênese e pelo seu desenvolvimento num ser vivo, estão sujeitas a complexidades, a variações de aspecto e de expressão, quando não a modificações que sobrevêm quer espontaneamente, quer após aplicações terapêuticas.

No entanto, os esquemas acima apresentados podem, desde já, servir de indicação para a escolha dos oligo-elementos correspondentes.

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