Esterilidade Feminina – O que é, complicações, dicas e como funciona

A esterilidade feminina pode resultar de quatro fatores: incapacidade de copular; falta de ovulação; impossibilidade de aninhar no útero o óvulo fecundado; incapacidade de acolher e dar livre curso à ação dos espermatozoides.

Neste artigo falaremos sobre Esterilidade Feminina – O que é, complicações, dicas e como funciona.

Esterilidade Feminina – O que é, complicações, dicas e como funciona

RECEPTIVIDADE AO ESPERMATOZÓIDE

Pode ocorrer também que, mesmo que as vias genitais não estejam me­canicamente bloqueadas, apareça um obstáculo de outro tipo. E o caso da rejeição do muco cervical aos espermatozó ides; o esperma­tozá ide é destruído antes de chegar à cavidade uterina. Isso é evi­denciado pelo teste pós-coital, ou de Huhner.

Consiste na análise macroscópica e microscópica do material colhido na vagina e no canal cervical, de 4 a 8 horas após o coito. A colheita éfrita na época provável da ovulação, quando o muco apresenta condições ideais aos espermatozóides.

Publicidade

Para melhorar as condições espermá­ticas, é necessária uma abstinência sexual de pelo menos três dias. Para evidenciar a capacidade de migração do espermatozóide através das vias genitais, faz-se uma colheita no lago seminal e, habitualmente, mais três, realizadas em alturas diferentes do canal cervical.

Depois da colheita do muco, a análise constata as caraterísticas de fiabilidade e cristalização do muco, evidências da ocorrência de ovulação. O exame microscópico indica o número aproximado de espermatozóides presentes, móveis (aptos à fecun­dação) e imóveis.

A total ausência de espermatozó ides no colo e na vagina indica que eles não foram normalmente depositados durante o coito. A causa disso pode ser ejaculação precoce, falta de ejaculação ou de espermazozóides no sêmen (azoospermia).

Se os espermatozó ides não aparecem no muco cervical, mas es­tão presentes na vagina, significa que há incompatibilidade entre eles e o muco. O mesmo fator – rejeição dos espermatozá ides pelo muco -pode revelar-se com a presença deles em movimento na vagina e imóveis no muco cervical.

TRATAMENTO

Para corrigir os distúrbios hormonais ca­pazes de alterar o processo ovulatório, o princípio básico consiste na eliminação das causas. Por exemplo, nos casos de hipotireoi­dismo, o hormônio tireoidiano poderá ser a solução.

Da mesma forma, a alteração das supra-renais, que provoca elevada produção de hormônios sexuais masculinos (andrógenos) na mulher, poderá ser controlada com a administração de corticosteróides, ou, se for o caso, pela correção cirúrgica. Em mulheres diabéticas, a esterili­dade decorre da falta de ovulação.

O controle da doença poderá favorecer a gravidez. Quando as alterações responsáveis pela este­rilidade se localizam no eixo hipotálamo hipófise ovário, o tra­tamento é mais especifico.

Consiste no uso de drogas que ativam a formação e liberação dos hormônios hipofisários (gonadotrofinas), responsáveis pela estimulação do trabalho dos ovários e a conse­quente produção de óvulos.

Publicidade

Outro recurso utilizado no tratamento da esterilidade é o estí­mulo da liberação de gonadotrofinas pela hipófise, através do uso de pequenas quantidades de estrógeno. Mas os resultados desse método não têm sido animadores.

Efeitos mais positivos são obti­dos com o uso da progesterona, que provoca um armazenamento de gonadotrofina pela hipófise.

Nos casos de tumores ovarianosfuncionantes, especialmente os que produzem hormônios masculinos, a melhor terapêutica é a ci­rurgia. A remoção dos tumores pode resolver definitivamente  o problema da esterilidade.

Na ocorrência de ovários micropolicísti­cos, a retirada de um fragmento em forma de cunha provoca o re­torno da ovulação, em cerca de 70 a 80010 dos casos. Ainda não se sabe muito bem qual o processo envolvido.

RECEPTIVIDADE DO ENDOMÊTRIO

Normalmente, a progesterona secretada pelo corpo lúteo estimula as transforma­ções graduais do endométrio. Através dessas transformações, o forro do útero se prepara para receber o óvulofecundado, que viaja durante sete dias do ovário até a cavidade uterina.

Mas se a secreção da progesterona é anormalmente lenta, as transformações do endométrio também serão lentas. Até ofim do ciclo, a evolução terá sido satisfatória e a menstruação será nor­mal.

Quando ocorre afecundação do óvulo, ele estará pronto para se aninhar por volta do 21.’ dia, ou seja, sete dias após a ovulação no ciclo menstrual padrão. Mas, com a lentidão do processo, o en­dométrio não estará pronto para recebê-lo. Verifica-se uma assin­cronia entre os fenómenos de ovulação e aninhamento.

Quando se constata a ocorrência desse problema, ele pode ser corrigido com a administração de progesterona, ou um de seus modernos derivados sintéticos (progestágenos), após a ovulação.

Em casos menos freqüentes, apesar de receber o estímulo ade­quado, o endométrio não se prepara como seria necessário, devido à refratariedade aos estímulos hormonais.

Nos casos menos comuns de endometrite tuberculosa, a destrui­ção do endométrio pode ser completa, e a incapacidade de aninhar o óvulo, definitiva. O mesmo acontece quando o endométrio é em grande parte retirado por curetagens ma(feitas.

Outro grupo de causas de esterilidade feminina compreende as que determinam um obstáculo à progressão do óvulo ou dos espermatozoides pelas vias genitais. E, em função de o obstáculo ser de ordem mecânica ou proveniente de alterações funcionais, os tra­tamentos se diferenciam.

ESTERILIDADE

esterilidade-feminina-o-que-e-complicacoes-dicas-e-como-funciona

COLO DO ÚTERO

O estreitamento do colo só determina um obstáculo intransponível aos espermatozoides quando é total. Isso porque os gametas masculinos são microscópicos e conse­guem passar por aberturas muito estreitas.

Com o colo estreitado, entretanto, fica facilitada a alteração do catarro transparente que o preenche – o muco cervical. Essa alteração pode barrar a pene­tração dos espermatozóides.

Na época da ovulação, o muco cervicalfacilita a penetração dos espermatozóides na cavidade uterina, pela ação de hormônios se­cretados pelo ovário nessa ocasião.

Se há uma produção desregu­lada desses hormônios ou se existem infecções do canal do colo, podem surgir alterações do muco, que vai passar afuncionar como uma barreira à penetração dos espermatozóides.

O estreitamento do colo pode atuar de maneira semelhante, por determinar a pro­dução insuficiente ou modjflcada do muco cervical. Essas altera­ções funcionais podem ser corrigidas pelo uso de hormônios sinté­ticos, medicamentos antiinfecciosos e com a dilatação do colo.

Outro tipo de obstrução não mecânica ao nível do colo é a exis­tência de uma barreira imunológica local, produzida pela presença de anticorpos que atacam os espermatozóides.

Nesses casos, alguns médicos recomendam a abstenção sexual durante vários meses ou o uso sistemático de preservativos mascu­linos (condom). Se, durante um período prolongado, é evitado o contato do esperma com o muco cervical, os anticorpos podem de­saparecer e a progressão dos espermatozóides torna-se possível.

Outra tentativa de tratamento é a dessensibilização, num processo muito semelhante ao da cura da alergia. Ainda nesses casos, pode-se recorrer à inseminação artificial com o sêmen do marido: introdução do esperma diretamente na cavidade uterina, sem a interferência prejudicial do muco.

ESTERILIDADE – CAVIDADE UTERINA

Com o tratamento cirúrgico, pode-se desobstruir a cavidade uterina, principalmente quando os obstá­culos são tumores intracavitários (fibromas) ou malformações congénitas. A cirurgia éfeita por via abdominal.

Curetagens uterinas, quando tecnicamente mal executadas, po­dem produzir aderências cicatriciais entre as paredes do útero. A desobstrução é feita pela secção das aderências com tesoura. De­pois coloca-se uma sonda especial com um pequeno balão, que é enchido de líquido.

Esse balão impede que as paredes uterinas, pelo contato, criem novas aderências. Alguns dias depois a cicatrização se completa e o balão é retirado.

TROMPAS E A ESTERILIDADE

A obstrução das duas trompas impede o encontro do óvulo com os espermatozoides e um dos tratamentos é a hidro­tubação. Consiste na introdução de água esterilizada, com certa pressão, no interior da cavidade uterina.

Drogas especiais são adi­cionadas a fim de promover a reabsorção dos processos fibrosos que estão causando a obstrução. Sob a denominação de “plástica de trompa “, estão as cirurgias que levam à desobstrução tubária.

A mais fácil e de melhores resultados é a remoção de aderências externas que envolvem as trompas e o ovário. Nesses casos, o su­cesso deve-se à falta de alterações intensas das paredes das trom­pas.

Quando a obstrução está ao nível do pavilhão, por acopla­mento de suas franjas, pode-se separá-las cirurgicamente. Os vá­rios tipos de obstrução da ampola exigem diferentes incisões, em que se procura criar uma nova abertura abdominal da trompa.

Mais díficeis de corrigir são as oclusões ao nível do istmo. Ini­cialmente, a porção obstruída é removida; depois, as duas extremi­dades que sobraram são suturadas “boca a boca’: Estas são as obstruções tubárias que apresentam resultados estatisticamente menos favoráveis, após a correção cirúrgica.

Se a oclusão atinge a porção intramural, outra operação é indi­cada. Trata-se da reimplantação tubá ria, que consiste em separar a porção normal da porção obstruída da trompa, para posterior im­plantação do coto sadio.

Apenas um quinto dos casos de obstrução das trompas reúne as condições mínimas para que se pbssa esperar o sucesso na cirurgia. E, apesar dos recentes progressos, é bastante baixa a porcentagem dos casos bem sucedidos. Nas melhores esta­tísticas, não ultrapassa 20%.

O resultado das operações das trompas só pode ser avaliado de­pois de decorridos, pelo menos, seis meses. Muitas vezes, a desobs­trução é bem-sucedida. Mas, apesar de as condições serem apare temente satisfatórias, não ocorre gravidez.

Neste artigo falamos sobre Esterilidade Feminina – O que é, complicações, dicas e como funciona.

Imagem- br.guiainfantil.com

dicas Dica Extra: Como Curar Doenças de Forma Natural

Descubra como PREVENIR e CURAR doenças através de métodos naturais e alimentos simples. Descubra o real PODER DE CURA PELA NATUREZA - Clique Aqui

Publicidade

Leia também:


Deixe um Comentário

Deixe um Comentário

Seu e-mail não será publicado.


*