Lepra – Sintomas e Tratamento: Origem, Contágio e Como se Pega

Nos tempos bíblicos, a lepra era o estigma da maldição. O doente era isolado e temido como portador da própria morte. As leis higiênicas relativas à doença eram extremamente severas e imparciais. Mesmo um rei que contraísse a doença teria de renunciar ao trono e confinar-se num leprosário.

Hoje, porém, o tratamento médico oferece esperança. Nesse artigo falaremos sobre a lepra: seus sintomas, tratamentos e curiosidades como contágio, como se pega e sua origem na história…

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Significado de Lepra – O que é?

Lepra significa “doença que descasca ou descarna”. Trata-se de doença infecciosa, cuja forma de contágio ainda se discute, causada provavelmente pelo Mycobacterium leprae. Afeta principalmente a pele e os nervos periféricos.

Hansen foi o médico norueguês que descobriu seu agente causador, uma bactéria muito parecida com a da tuberculose. Trata-se de doença crônica de desenvolvimento lento.

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Em muitos casos, há cura espontâneo. Mas há formas graves, hoje felizmente raras, que evoluem para a mutilação e a morte.

Qual o origem da Lepra?

Trata-se de doença milenar, citado várias vezes na Bíblia. Originou-se provavelmente no Egito e na índia, donde se propagou por todo o mundo.

Medidas sanitárias rigorosas adotadas em países mais evoluídos mantêm a doença sob controle. Em muitas regiões, porém, trata-se de mal endêmico.

No Brasil, é mais comum na Amazônia. No centro e no oeste africanos, no norte Vulgarmente, lepra. da Austrália e no sudeste asiático, há bolsões endêmicos de lepra.

Sintomas da Doença

Há diferentes possibilidades de manifestações e alterações patológicas. Em linhas gerais, a lepra produz lesões de aspecto variado na pele. Afeta também as mucosas e os nervos periféricos. Em estágios avançados, pode comprometer órgãos como fígado, baço, testículos e rins.

A lepra manifesta-se através de manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, que surgem em qualquer parte do corpo, isolada ou combinadamente, na forma de nódulos, bolhas, tubérculos e/ou pápulas.

E, às vezes, difícil distinguir as lesões da doença de outras manifestações cutâneas, como tuberculose, sífilis, leucemia cutânea e micose.

Mas uma característica peculiar da lepra é a perda superficial de sensibilidade no local das lesões. O paciente não sente, na superfície das lesões, por exemplo, a dor produzida por picado ou pelo calor.

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Tipos de Lepra

Há quatro classificações básicas para a doença:

  1. Lepra lepromatosa (a mais grave);
  2. lepra tuberculoide (a mais benigna. mais frequente, caracteriza-se por afectar preferencialmente o tecido nervoso);
  3. Lepra indeterminada
  4. Lepra dimorfa, estas últimas de gravidade média.

A indeterminada é a forma inicial, que pode evoluir para a tuberculoide ou a lepromatosa. A dimorfa apresenta características de ambas as formas.

A forma indeterminada costuma manifestar-se por algumas manchas claras que podem crescer e transformar-se em crostas. Nas lesões, há poucos bacilos, ou nenhum. Na maioria dos casos, a lepra não é contagiosa nessa fase. A forma tuberculoide exibe alterações semelhantes às da tuberculose cutânea. Há manchas, crostas, nódulos e pápulas. Há boa possibilidade de regressão e cura.

Mas há casos de cronificação, com reações agudas esporádicas. Os nervos periféricos são afetados, sofrendo atrofia, o que ocasiona perda de sensibilidade e movimentos.

Outros sintomas são de queda de pelos, secura de pele, arroxeamento das extremidades, e mutilações, que dão a essa doença a conotação historicamente dramática.

Graças aos modernos recursos da Medicina, pode-se evitar a maior parte das complicações.

O tipo mais grave

A forma lepromatosa, a mais grave, que ataca pessoas de pouca resistência, apresenta lesões típicas, os lepromas, que são granulamos com alta concentração de bactérias.Trata-se, portanto, de forma contagiosa.

Os granulamos se desenvolvem lentamente, ao longo de anos, e se espalham por todo o corpo, atingindo olhos (com cegueira resultante), face, nariz, boca, laringe, gânglios linfáticos e algumas vísceras, principalmente fígado. Há casos em que afeta os testículos, produzindo esterilidade.

 

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Diagnóstico da Doença

Através do exame do muco nasal, do material das lesões, dos estudos dermatológicos e neurológicos, entre outras verificações de caráter clínico, pode-se estabelecer a existência e a forma da doença.

Assim a Lepra sendo umas das doenças mais díficeis de se combater, pricipalmente sua Origem, seu Tratamento, seus  Sintomas. Saber o que é e quais os Riscos, são de garnda ajuda na luta contra a lepra.

 

Contágio: Como se pega lepra?

O contágio da lepra é feito através do contato direto com o portador, principalmente. Os germes podem ser veiculados por gotículas de saliva, provenientes de espirro, tosse, ou da simples conversação.

O contato com as lesões é outra forma de contágio. Os estudiosos acreditam que a forma mais comum de penetração é através da mucosa nasal.

A maioria dos casos de contágio ocorre no convívio domiciliar. Cerca de 30% dos cônjuges de doentes de mal-de-hansen contraem essa enfermidade.

Hoje, talvez em virtude de milênios de convívio com o agente causador, o organismo humano parece haver desenvolvido certa resistência, e o contágio é provavelmente mais raro que nos tempos do Velho Testamento.

O que determina a gravidade da doença?

Em qualquer doença, a gravidade depende principalmente das condições do organismo de cada indivíduo.

Há pacientes cujo sistema de defesa reage eficazmente contra os agentes da lepra, determinando curso benigno e até cura espontânea. No outro extremo, a debilidade das defesas do doente ensejam evolução grave.

Há um teste, chamado reação de Mitsuda, que avalia o grau de resistência contra a doença. Estudos entre brasileiros revelam que 70 a 80% da população dispõem de proteção natural contra essa enfermidade.

O isolamento é hoje recomendado apenas nas formas leprótica e dimorfa, ou quando há mutilação que impeça o convívio social. O tratamento em casa requer cuidados, para prevenir contágio.

Durante muitos séculos, utilizou-se contra a doença o óleo de uma planta, a chalmugra, que traz algum alívio, não sendo, porém, capaz de curar. Depois da II Guerra Mundial, o surgimento das sulfonas (diferentes de sulfas) trouxe nova esperança aos doentes de lepra.

 

Imagem- garanhuns.pe.gov.br

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