O que é Acupuntura: Benefícios e Como Funciona

A concepção chinesa da Doença. Para tentar compreender a teoria que se encontra na base da terapêutica por puntura”, convém resumir em algumas linhas a concepção dos chineses sobre a Arte de curar.

Acupuntura é uma forma de tratamento desconhecida, por isso, nós do Vitaminas Naturais falaremos neste artigo O que é Acupuntura e quais seus principais tratamentos.

Para os povos do Extremo Oriente, o ser humano é parte integrante do Cosmos, ou seja, do Universo considerado em seu conjunto; ele representa o lugar geométrico onde “e um modo contínuo, operam-se as trocas sob a ação de duas forças contrárias, porém complementares:

o Yang e o Yin; esses elementos circulam no corpo humano dentro de um ritmo bem definido e em estado de perfeito equilíbrio, um em relação ao outro, enquanto o indivíduo encontrar-se em bom estado de saúde.

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Por outro lado, se houver tanto um excesso quanto uma carência de um desses dois elementos, o equilíbrio será destruído e o sujeito que disso for vítima ficará, em consequência, doente.

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O que é Acupuntura e quais seus principais tratamentos

O objetivo da Acupuntura, entre outras modalidades da terapêutica chinesa, consiste, pois, em restabelecer no organismo atingido pela doença esse equilíbrio energético que se viu perturbado tanto num sentido como no outro, ou seja, por excesso Ou por carência.

  • A realidade da existência da energia: Ocorre exatamente como na eletricidade, cuja existência só pode ser constatada através de suas manifestáções luminosas ou dinâmicas.

De fato, os antigos clínicos chineses puderam observar que ao picar superficialmente um determinado ponto da pele.

Produzia-se-um fenômeno relacionado com a presença de um certo influxo que se propagava ao longo de linhas ideais, porém bem definidas, às quais deram o nome de “Meridiano”.

Por ora, observemos que esse “influxo” energético não pertence nem ao sangue, nem à linfa, nem mesmo ao sistema nervoso, embora cada um desses sistemas seja seu vetor e seu campo de ação.

E é precisamente esse influxo, tão indefinível e tão invisível quanto à força elétrica, que pode ser qualificado com o termo geral de “energia”.

  • As duas faces da energia: Esse influxo vital, comparável nesse ponto a todos os fenômenos naturais, desdobra-se em duas faces opostas, e todavia complementares e de essência única.

Para dar apenas um exemplo banal: Ao frio pode se opor o calor, ao sono pode se opor o estado de vigília, e assim por diante, basta querer observar.

A esses dois fatores opostos, porém unidos pelo seu contrário, os chineses deram à face “positiva” ou —tonificante” o nome de Yang, e à face negativa” ou “calmante” o nome de Yin.

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Assim como as fases sazonais sobre as quais parecem se modelar, essas duas forças, Yang e Yin, se opõem e ao mesmo tempo se condicionam e se transformam reciprocamente.

Antes do findar da noite o dia já está presente e quando o dia está próximo de seu fim a noite não tarda a cair; portanto, na natureza e em suas manifestações, nunca nada se encontra acabado, e todas as coisas unidas entre si conhecem uma evolução constante.

  • A circulação da energia: Para bem compreender a ação das agulhas, é preciso admitir com os chineses a existência de uma energia, no próprio seio do organismo vivo, que só pode ser definida através de suas manifestações.

Essa energia, então, conhece duas faces distintas mas de essência única: uma face positiva ou tonificante, o Yang, e uma face negativa ou calmante, o Yin.

Assim como o sangue corre através dos vasos sanguíneos, essa energia circula conforme um horário determinado e num sentido determinado ao longo de linhas ideais descritas sob o nome de meridianos nos quais se encontrarão localizados os “pontos” sensíveis ou dolorosos.

Assim como há um sangue arterial que vai do centro (o coração) para a periferia (as extremidades), e um sangue venoso que parte da periferia para voltar ao centro.

Haverá meridianos Vang centrifugismos nos braços e nentripetos nas pernas, e meridianos Yin centrífugos nas pernas e centrípetos nos braços.

A experiência clínica permitiu constatar que quando, com um objetivo terapêutico, se faz uma puntura com uma agulha fina num determinado ponto da superfície da pele.

Provoca-se no paciente uma resposta reflexa num lugar perfeitamente localizado sobre o meridiano escolhido e sobre o ponto sensível ou doloroso desse mesmo meridiano.

Então, pode ocorrer que o sujeito tratado acuse uma sensação como se “alguma coisa passasse ou torfesse” de um ponto a outro do corpo; o trajeto indicado pelo paciente, variável.

 

Meridianos da Acupuntura

Aliás, de acordo com os pontos ‘punturados”, corresponde a um dos meridianos através dos quais essa energia circula.

  • Os meridianos: Seu estudo detalhado ultrapassaria os limites desta exposição; logo, daremos apenas uma visão sucinta dessas linhas ideais”, para permitir a compreensão da técnica e do modo de ação da Acupuntura.

Antes de discutir acerca da realidade da existência desses meridianos, podemos ainda ilustrar o que se pode compreender por esse termo, ao dar um simples exemplo tirado da clínica corrente: o da dor clássica de angina do peito.

Por ocasião dessa afecção particular, sabe-se que o paciente se queixa de uma dor bem precisa e bem localizada que parte da região do coração para seguir pela face interna do braço e do antebraço, terminando na altura do dedo mínimo da mão esquerda.

Ora, esse trajeto doloroso, inúmeras vezes descrito pelos clínicos europeus, não corresponde contudo a nenhuma via, anatômica ou fisiologicamente definida; mas o referido trajeto corresponde exatamente àquele descrito pelos chineses.

Como sendo o meridiano do coração, que começa na altura da quarta costela, dirige-se para a parte Antero-inferior do ombro, segue, no braço, pela parte interna do bíceps até a extremidade interna da dobra do cotovelo, caminha ao longo da parte interna do antebraço, atinge a extremidade interna do pulso, terminando por fim na extremidade interna do dedo auricular.

Esses meridianos, em número de doze, são de duas ordens e estão colocados simetricamente de cada um dos lados do corpo; serão Yang ou Yin, conforme o órgão.

Os meridianos Yang correspondem ao que os chineses qualificam com o nome de “órgãos-ateliês” e circulam sobre a face externa dos membros; compreendem os meridianos do estômago, do intestino grosso, dó triplo-aquecedor”, do intestino delgado, da vesícula biliar e da bexiga.

Sua função consiste em levar a energia necessária aos órgãos Yin através da transformação metabólica do que é trazido do exterior para o organismo, quer se trate de alimentação, quer de bebidas, quer do ar.

Os meridianos Yin correspondem aos órgãos tesouros, ou seja, ao que os chineses consideram como órgãos de reserva energética.

Seguem pela face interna do membros; compreendem os meridianos dos pulmões, do baço, do pâncreas, dos órgãos sexuais, do coração, do figado e dos rins.

A Energia corre portanto, ao longo desses meridianos, passando sucessivamente de um órgão Yang a um órgão Yin e vice-versa, a fim de que o equilíbrio biológico seja sempre respeitado e mantido no organismo.

Ao lado desses doze meridianos laterais, seis para o membro superior e seis para o membro inferior, descrevem-se habitualmente duas outras linhas, essas medianas, uma delas situada na altura da face anterior do abdômen e do tórax, terminando na altura da boca.

É qualificada com o nome de Vaso da Concepção; a outra saindo da face posterior do tronco, do pescoço e da cabeça e terminando no maxilar superior; atribuíram-lhe o nome de Vaso Governador.
Essas duas linhas medianas, uma anterior e a outra posterior, não têm nenhuma relação com qualquer órgão, mas comandam funções digestivas, respiratórias ou geniturinárias, conforme o nível em que são consideradas.

  • horas de atividade da energia: Partindo do principio de que a energia circula continuamente como uma corrente ao longo dos meridianos, pode-se prever que esse fluxo energético passe sucessivamente no interior de cada um dos órgãos ou dos aparelhos do organismo.

Por conseguinte, o meridiano correspondente ao órgão em questão manifestará uma maior sensibilidade durante esse lapso de tempo que é, em geral, de duas horas; para dar apenas um exemplo:

O meridiano do pulmão manifesta sua maior atividade entre três e cinco horas da manhã, período que corresponde frequentemente à eclosão de uma crise de asma.

A atividade do meridiano do coração atingirá seu pico entre onze horas da manhã e três horas da tarde.

Como existem doze meridianos de órgãos, supõe-se que o fluxo energético levará aproximadamente doze horas para percorrer o conjunto dos meridianos.

Do lado prático, se se quisesse tratar um doente com o máximo de êxito, seria preciso, na medida do possível, fazê-lo nas horas propícias; se se desejar, por exemplo, acalmar uma hiperatividade funcional.

Convém agir no momento em que o órgão a ser tratado se encontre em estado de máxima tensão energética.

Saber sobre é a base sa acupuntura é importante para compreender O que é Acupuntura e quais seus principais tratamentos

As bases do diagnóstico em Acupuntura

Para tentar compreender através de qual mecanismo puramente fisiológico a introdução cutânea das agulhas em certos pontos determinados é capaz de agir num sentido terapêutico, lembraremos uma vez mais os diferentes elementos que compõem o quadro.

Convém, pois, admitir com os chineses a existência de uma “Energia” que apresenta alternadamente duas faces, uma positiva, o Yang, e outra negativa, o Yin, e que, ao longo de linhas ideais, os “Meridianos” circula num sentido e num horário determinados.

Enquanto existir um estado de equilíbrio entre essas duas forças de essência semelhante, o indivíduo se encontrará em bom estado de saúde.

Mas se uma delas prevalecer sobre a outra, haverá desarmonia, portanto, doença; esta última pode apresentar, então, duas características diferentes, quer por excesso de energia (doença Yang), quer por carência de energia (doença Yin).

 

Pulsações chinesas da Acupuntura

Essa quebra de equilíbrio afetará este ou aquele órgão ou este ou aquele aparelho, criando, pois, uma sintomatologia própria a este ou àquele aparelho ou órgão.

Ela irá se repercutir sobre o meridiano correspondente, cuja medida (excesso ou carência) será apreciada graças ao exame sistemático das quatorze pulsações chinesas (em vez de uma só, como no caso da medicina ocidental).

  • As pulsações chinesas: O exame sistemático das pulsações pode, pois, ser considerado como uma das bases do diagnóstico.

Não se pode praticar corretamente o tratamento por Acupuntura se não se adquiriu o conhecimento das diferentes pulsações tais como as descrevem os chineses. Na verdade, graças à interpretação da natureza das pulsações.

Há condições de se obter uma informação útil acerca do funcionamento de cada um dos órgãos ou aparelhos aos quais correspondem essas diferentes pulsações, e de saber se essas últimas são a sede de um excesso ou de uma carência de energia.

Ocorre também que o fato de poder apreciar o estado de funcionamento de um órgão ou de um aparelho através do exame sistemático das pulsações, permite ao clínico adquirir um conhecimento mais direto do órgão ou aparelho lesado.

Cujo distúrbio encontra-se na base dos sintomas constatados ou verificados; por último, essa técnica ajuda a determinar o meridiano atingido, assim como os pontos que será preciso tratar.

Os médicos chineses baseiam-se no conhecimento e na interpretação dessas quatorze pulsações que, como no Ocidente, serão sentidas no pulso de cada um dos dois antebraços, no local onde bate a artéria radial.

Cada pulso será dividido em três regiões: a primeira, situada entre a base do polegar e a apófise radial; a segunda, na altura do ponto mais saliente dessa apófise e a terceira, na cavidade que se segue imediatamente a essa mesma apófise.

Por outro lado, cada uma dessas regiões em que se sente bater a artéria radial será dividida, partindo da superfície da pele para as camadas mais profundas, em dois ou três níveis, conforme o local considerado:

O primeiro nível representa a pulsação superficial; o segundo, a pulsação média e o terceiro, a pulsação profunda; seu valor será apreciado conforme se modificar a pressão digital; leve, de início, para se tornar cada vez mais forte, à medida que se desejar passar de um nível a outro.

Sem querer entrar em maiores detalhes sobre as correspondências entre as diferentes pulsações, os meridianos e os órgãos, lembraremos simplesmente que as pulsações do pulso direito correspondem.

À vida nervosa e à energia em geral; logo, são Yang; se forem mais amplas e mais plenas que as do lado esquerdo, indicarão uma plenitude de energia e de vontade.

Se mais fracas, ao contrário, serão a prova de um estado de apatia e de fraqueza física, cuja medida estará relacionada ao próprio grau dessa languidez.

As pulsações do lado esquerdo correspondem à vida física; elas são Yine a quantidade de suas batidas informará sobre o estado de plenitude ou de carência da força física.

É desse modo que o médico chinês pode apreciar a amplitude ou a atonia, sensações fornecidas pela altura, maior ou menor, da onda sanguínea na artéria.

O primeiro estado indica hiperatividade do órgão ou do aparelho a que a pulsação corresponde; o segundo, ao contrário, a sua inatividade.

Da mesma forma, a rapidez das pulsações é o índice de um estado febril específico do órgão, e sua lentidão, ao contrário, sinal de uma perda de vitalidade.

Se a energia circular normalmente ao longo dos meridianos, a pulsação será regular; qualquer estado de desequilíbrio nervoso ou físico indica-ri uma pulsação falha ou com interrupções mais ou menos prolongadas.

Uma pulsação poderá ser “larga” e, nesse caso, estará relacionada a um órgão fisicamente potente; se for “estreita”,o órgão correspondente se encontrará em estado de fraqueza.

 

Nesse artigo falamos O que é Acupuntura e quais seus principais tratamentos.

Imagem- dicasdemassagem.com.br
 

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