Oligoelementos e Oligoterapia – Como Funciona?

Oligo-elementos são substâncias que, pela sua simples presença – sem que, contudo, elas próprias pareçam participar – produzem reações que não aconteceriam sem elas, ou necessitariam de condições completamente diferentes e, muitas vezes, dificilmente realizáveis.

Antes de fazer um breve histórico das pesquisas que permitiram a elaboração e a aplicação terapêutica desse tipo de medicamento natural, convém ampliar a definição precedente sobre os catalisadores, para aí englobar e incluir também os oligo-elementos.

Há alguns anos, as pesquisas científicas haviam permitido constatar, no próprio seio dos tecidos dos organismos vivos, a presença, em doses muito fracas, de agentes físicos ou químicos de função catalítica. Essas substâncias, quantitativamente próximas do infinitesimal e qualitativamente indispensáveis ao equilíbrio biológico do indivíduo, antes de um conhecimento mais amplo eram representadas apenas pelas vitaminas; encontram-se agora completas em seu número e em sua ação pela contribuição relativamente recente de metais e metalóides, entre os quais o ouro, a prata, o cobre, o magnésio, etc.., reduzidos ao estado coloidal, cuja ação sobre os processos biológicos do ser humano revelou-se de capital importância.
Esses oligo-elementos representam para o organismo substâncias que lhe serão úteis em determinados casos, porém indispensáveis em outros, em particular no decorrer de agressões patológicas.

Oligoterapia

No quadro dos chamados tratamentos “naturais”,ou seja, aqueles tratamentos que utilizam em sua terapia uma gama importante de remédios isentos de todos os produtos artificial ou sinteticamente preparados, ou que também incluem processos de restabelecimento da saúde baseados nos elementos simples postos à disposição do doente pela própria natureza – como, por exemplo, as plantas, o ar ou a água sob todas as formas é conveniente colocar em seu devido lugar certos metais ou certos metalóides conhecidos agora sob a denominação geral, que se tomou clássica, de oligo-elementos.

Sua ação sobre o organismo age sobretudo no sentido da catálise; mais tarde explicaremos esse fenômeno também natural; desempenha um papel capital ao intervir no aumento de velocidade das reações orgânicas do indivíduo.

Oligoelementos

Breve apanhado histórico dos Oligoelementos e da Oligoterapia

Todo ser vivo, como demonstrou Lavoisier, é essencialmente constituído de quatro elementos fundamentais: o carbono, o hidrogênio, o oxigênio e o azoto; desde o fim do século XVIII, os pesquisadores enumeraram perto de 28 elementos que entram na composição fisica dos organismos animais e vegetais; 11 deles fornecem sozinhos os 99% do peso do corpo; os outros 17 só são representados por seus vestígios, tendo, portanto, pequena importância ponderal; a esse título, haviam-se considerado esses oligo-elementos como desprovidos de qualquer significação fisiológica.

Forem necessários os trabalhos de Raulin, discípulo de Pasteur, sobre o aspérgilo, os de Javillier, sobre esse mesmo fungo e, sobretudo, as pesquisas de Gabriel Bertrand, para que se atribuísse a essas substâncias, de inicio tratadas como negligenciáveis, a sua verdadeira importância dentro da economia das trocas do organismo.

Esse último autor pôde colocar em evidência a ação equilibradora dos metais e dos metalóides sobre o comportamento biológico do indivíduo e sua função no desencadeamento das mais variadas reações; na verdade, para citar apenas um exemplo, ao trabalhar sobre a lactase – diástase que converte a lactose ou açúcar de leite em glicose e galactose – G. Bertrand havia demonstrado que esse processo de desdobramento só podia ser realizado em presença de uma quantidade infinitesimal de manganês e de cobre; essa descoberta foi muito frutífera em suas conseqüências; ela permitiu, de fato, compreender que a energia resultante da combustão dos alimentos ingeridos representava apenas uma fraca porção dos dinamismos que constituem as bases da própria existência.

Partindo desses dados, o doutor Jacques Ménétrier, desde 1932, dedicou-se ao estudo e à experimentação desses oligo-elementos para determinar seus efeitos terapêuticos. Suas pesquisas, como na homeopatia, sempre baseadas na observação minuciosa do doente e de suas reações fisiopatológicas, levaram-no a reconsiderar o problema do “terreno” biológico e, como ele próprio disse, a “abordar mais corretamente a parte humana das doenças”.

Graças às possibilidades experimentais trazidas por J. Sutter, cujo pai, o doutor J. U. Suuer,já havia demonstrado as atividades terapêuticas de certos metais, o doutor Ménétrier pôde, então, aprimorar não apenas a noção de tttenenoe, tal como 00 concebia em relação aos oligo-elementos, como também determinar a ação desses elementos sobre as doenças, levando em consideração o “terreno”.

Propriedades e ação dos oligo-elementos

Após haver explicado em parágrafos precedentes o que se deve entender por noções como catálise, terreno e diátese, insistiremos uma vez mais sobre a função e o modo de ação dos oligo-elementos quando prescritos sozinhos, erii combinação com outros elementos, ou ainda (o caso mais freqüente) associados a uma terapêutica como, por exemplo, a homeopatia, a fitoterapia ou qualquer outro tratamento “natural“.

Sua intervenção sobre os processos biológicos, quer no indivíduo sadio, quer no doente (e mais particularmente neste último), irá manifestar-se de três formas de ação diferentes, porém complementares:

  • a) os oligo-elementos, em primeiro lugar, agem enquanto catalisadores, ou seja, enquanto agentes suscetíveis de provocar ou acelerar uma reação orgânica de estimulação, sem contudo nela participar diretamente; nesse caso, o oligo-elemento intervém na qualidade de intermediário;
  • b) sua segunda esfera de ação liga-se aos processos de regularização dos fenômenos biológicos, todas as vezes que houver um fator de inibição ou de paralisia que atinja o funcionamento normal de um mecanismo orgânico ou funcional;
  • c) finalmente, todas as vezes que o exame clínico levar a suspeitar a carência de oligo-elementos ou a falta de atividade no organismo, na modificação do terreno patológico, quando se tratar de uma disfunção metabólica, de distúrbios funcionais ou daqueles estados chamados diatésicos.

Em resumo, eles contribuem para proporcionar ao organismo deficiente a possibilidade de um jogo funcional mais próximo do normal e, desse modo, melhorar seu rendimento bio-fisiológico. A esfera de ação dos oligoelementos dirige-se, em primeiro lugar, ao plano físico do indivíduo; eles intervêm eletivamente nos desequilíbrios funcionais que habitualmente precedem o aparecimento e a formação da lesão.
Esses desequilíbrios podem ter como origem certas carências relacionadas a esses agentes, ou ser a conseqüência de sua má utilização por parte do organismo. Se essas carências não são especificamente compensadas, assiste-se então ao surgimento de uma situação nitidamente patológica. Essas manifestações podem revestir diversos aspectos, conforme a constituição e o temperamento do indivíduo, fatores que são levados em consideração na escolha do remédio.

Tratamentos Preventivos e terapêuticos

A prescrição dos oligo-elementos, sob a forma de metais ou de metalóides em estado comida!, poderá, pois, interferir duplamente: enquanto preventivo e enquanto terapêutico.

Essa dupla ação não é apenas sintomática mas também, e principalmente, equilibrante; por isso mesmo, interessa ao médico, que procura tratar o doente não somente na ocasião da evolução patológica do momento, porém, em sua totalidade, tanto biológica quanto psíquica.

No plano prático da prescrição terapêutica, reteremos o fato da dependência dos oligo-elementos entre si e, por conseguinte, a necessidade de sua associação, a fim de obter um efeito fisiológico útil; desse modo, para dar apenas um exemplo, em caso de anemia é interessante utilizar-se ao mesmo tempo o ferro, o cobre e o cobalto.


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