Ozonioterapia Retal – O que é, Para Que Serve e indicações do tratamento

A ozonioterapia retal consiste em um dos tratamentos de ozônio mais eficazes no que se refere às terapias empregadas com o uso deste gás. Para saber exatamente do que ele se trata, para que é indicado, vantagens e demais informações, confira nosso artigo.

O que é a ozonioterapia retal?

A Associação Brasileira de Ozonioterapia define essa terapêutica como uma técnica de aplicação dos gases de ozônio e oxigênio por variadas vias de administração, entre elas, uma que é feita por meio do reto. O profissional especializado nessa técnica é quem determina a dosagem adequada (que varia de 1 a 100 mg/L) e é definida de acordo com o quadro clínico e condições de cada paciente.

Os tratamentos com ozonioterapia utilizam geradores específicos e materiais apropriados responsáveis pela produção de concentrações exatas de ozônio por meio do oxigênio medicinal. Vale frisar que esse tratamento é 100% indolor e minimamente invasivo, mantendo a segurança e conforto do paciente.


Indicações da ozonioterapia

Graças às propriedades anti-inflamatórias, antissépticas e também aos efeitos benéficos do ozônio combinado com o oxigênio para a circulação sanguínea e redução do estresse oxidativo, a ozonioterapia é indicada para o tratamento de:

  • Colites e demais tipos de inflamações intestinais crônicas;
  • Dores oriundas de doenças inflamatórias crônicas;
  • Problemas circulatórios;
  • Dores na região lombar, hérnia de disco e protrusão discal;
  • Terapia complementar para diversos tipos de câncer;
  • Queimaduras;
  • Feridas infectadas, inflamadas ou difíceis de cicatrizar de origem arterial, venosa ou vascular etc.;
  • Enfermidades provocadas por bactérias, vírus, fungos etc., como por exemplo, herpes simples, herpes zoster e hepatites.

A ozonioterapia retal é indicada especialmente para problemas relacionados ao cólon, à flora e à mucosa localizada na parede do cólon, contribuindo para a imunização do organismo e prevenção de diversos tipos de problemas que envolvem o cólon e o intestino.

Como é feita a ozonioterapia retal?

Durante as sessões de insuflações retais com a mistura de ozônio com oxigênio (ozonioterapia retal), o gás é introduzido no intestino por meio de um cateter no cólon. Isso faz com que o ozônio auxilie no tratamento de inflamações, removendo agentes perigosos à saúde, tais como vírus, bactérias, levedura e parasitas.

Vantagens da ozonioterapia retal

Ozonioterapia retal

Antibiótico natural

A mistura do ozônio com oxigênio tem o poderoso efeito de um antibiótico natural, agindo na prevenção e combate de diversos tipos de bactérias, fungos e demais agentes responsáveis pela ocorrência de infecções (desde as mais simples às graves). Isso significa que por meio desse tratamento o paciente (desde que autorizado pelo médico) pode reduzir gradativamente o uso de medicamentos que, a longo prazo, podem prejudicar o organismo e o sistema imunológico.

Estimula a resposta imunológica

E por falar em sistema imunológico, outra das vantagens da ozonioterapia retal é que ela fortalece as funções antioxidantes e libera uma grande quantidade de oxigênio para as células. Tudo isso faz com que as defesas naturais do organismo consigam responder mais rápido às ameaças que afetam a saúde de uma forma geral.


Efeito analgésico

O ozônio contém um poderoso efeito analgésico, atuando também como anti-inflamatório e contribuindo para a cicatrização de diversos tipos de lesões.

Outras vias de aplicação

Além da ozonioterapia retal, outras técnicas de tratamento com ozônio podem ser administradas por meio de:


  • Aplicação por meio da via intramuscular, com sangue ozonizado;
  • Aplicação tópica;
  • Aplicação sistêmica via endovenosa de oxigênio-ozonioterapia;
  • Aplicação intra-articular, para-vertebral, intra-discal;
  • Água bidestilada ozonizada e azeite ozonizado;
  • Aplicação sistêmica autóloga ou auto-hemoterapia com ozônio.

Contraindicações da ozonioterapia retal

Embora os tratamentos com ozonioterapia retal ofereçam inúmeros benefícios para a saúde, em função do risco de hemólise (destruição de hemácias), a ozonioterapia não é indicada para pessoas que apresentam deficiência de uma enzima chamada de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD).

Isso significa que pacientes que apresentam hipertireoidismo descompensado, graves quadros de hipertensão arterial, diabetes mellitus descompensada e/ou quadros de anemia graves devem estabilizar essas situações antes de iniciar qualquer tipo de tratamento com ozônio. Além disso, as aplicações com ozônio sempre devem ser autorizadas pelo médico e acompanhadas por um profissional especializado nessa área.

Breve história da ozonioterapia

Em 1840, o Dr. Christian Friedrich Schoenbein descobriu o gás ozônio ao observar a ocorrência de um odor diferente nos momentos em que o oxigênio era afetado por uma descarga elétrica. No ano de 1857, Dr. Werner Von Siemens, físico e inventor alemão, criou um gerador de alta frequência, um aparelho utilizado para formação do gás ozônio por meio de descargas elétricas em átomos de oxigênio.

Graças a essas descobertas, a ozonioterapia começou a ser empregada a partir do século 19, sendo as primeiras técnicas estudadas e desenvolvidas na Alemanha. O objetivo inicial dessa terapia era inibir a ação dos germes e bactérias na pele humana. Os primeiros tratamentos com ozônio foram utilizados por médicos alemães e ingleses no decorrer da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) para tratar ferimentos em soldados.

A ozonioterapia tal como é conhecida hoje teve início quando um importante cirurgião austríaco chamado de Erwin Payr acompanhou um tratamento com ozônio realizado por seu dentista, sendo que em 1935 publicou um artigo com o nome de “O tratamento com ozônio na cirurgia.” A inexistência de materiais adequados para as aplicações ou insuflações retais com ozônio fez com que essa prática ficasse por um tempo esquecida.

Entretanto, em 1979, após uma vida dedicada aos estudos com ozônio, Hans H. Wolff publicou um livro intitulado de “O Ozônio Medicinal”, apresentando sérias pesquisas e práticas médicas com este gás. Hans também fundou a Sociedade Médica Alemã de Ozônio, sendo depois renomeada como Sociedade Médica para Aplicação Preventiva e Terapêutica de Ozônio.

A partir do amplo trabalho do Dr. Hans, o uso médico do ozônio se espalhou pela Europa, sendo muito utilizado principalmente nos países do leste europeu e na Rússia. Algum tempo depois, os médicos cubanos passaram também a desenvolver essas técnicas com aplicação do ozônio, abrindo uma ampla frente de pesquisas no país.


Atualmente, os tratamentos com ozônio são utilizados em algumas regiões dos Estados Unidos, no Canadá, Coreia, China, Malásia e México.

Aqui no Brasil, os tratamentos com ozonioterapia tiveram início em 1975 com os estudos do médico Heinz Konrad atuante em uma clínica em São Paulo que até hoje oferece esses tratamentos. Na década de 90, o Dr. Edison de Cezar Philippi inseriu as práticas de ozonioterapia no estado de Santa Catarina, difundindo-a pelo país por meio de congressos e cursos.

Essas informações acerca da ozonioterapia retal demonstram por que esse tratamento tem sido tão procurado por pessoas de todas as partes do mundo.

Imagens: petcomfort.com.br / contasabertas.com.br


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