Sintomas, Causas, Tratamentos, Definição para Epilepsia

Nos tempos antigos, a superstição e o misticismo popular criaram para a epilepsia conceitos curiosamente contraditórios, que iam de “condição sobrenatural, provocada pelo demônio”, a “privilégio de indivíduos espiritualmente mais evoluídos”.

Nesse artigo falaremos sobre Sintomas, Causas, Tratamentos, Definição para Epilepsia.

Isto graças à sequência dramática de manifestações, que variam de grito rouco e repentino a estranho assobio, seguido de convulsões, acompanhadas de contrações musculares parciais ou generalizadas.

Na Idade Média era, por muitos povos, chamada morbus demoniacus. Durante muito tempo foi considerada, erroneamente, contagiosa.

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As pessoas fugiam do epiléptico durante a crise (e isso ainda acontece hoje), temendo o contágio pela baba.

Estes conceitos equivocados a respeito da epilepsia criaram sérios preconceitos e atitude discriminatória contra o paciente.

O estudo deste mal de origem neurológica sofreu, também pelo mesmo motivo, lamentável prejuízo e atraso. Hipócrates, primeiramente, tentou desmistificar a epilepsia.

Mas seus trabalhos só foram retomados mais de dois mil anos depois, no século XIX. Nesse longo ínterim, as vítimas dessa enfermidade viviam rechaçadas como “atormentadas pelo demônio”, ou, num extremo oposto, respeitadas como portadoras do “mal sagrado”.

Sintomas, Causas, Tratamentos, Definição para Epilepsia

No Nordeste, a epilepsia é popularmente chamada “batedeira”. Isto porque, durante a crise, o paciente treme descontrolado mente, mexe-se, agita-se, debate-se, como em profundo e inexplicável agonia. As vezes é difícil dominar o doente.

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As crises podem aparecer sem aviso, subitamente, interrompendo-se espontaneamente, e repetir com maior ou menor frequência, sem regularidade definida. As vezes, antes da crise, o paciente nota algumas anomalias visuais, como ofuscação, brilho e cores estranhos, ou sente-se enjoado, tonto.

Há quem sinta cheiros imaginários. Esses são os sinais premonitórios ou “aura”, que avisam quando o ataque está próximo.

Depois do ataque, o paciente não consegue se lembrar do que aconteceu, e apresenta ceda letargia ou sonolência. Nó quem adormeça e durma por horas seguidas.

Na crise surgem sintomas variados, como respiração rápida e ofegante, os olhos “reviram” nas órbitas, os dentes se cerram num perigoso aperto (em alguns casos chega a decepar a língua), o paciente expele espuma característica (no caso de mordida na língua, fica avermelhada).

As manifestações mais severas caracterizam o grande mal epiléptico (grand mal, como é conhecido).

Há manifestações mais brandas, ocasionadas por lesões restritas a cedas regiões do encéfalo, que se manifestam por meio de movimentos involuntários isolados de alguns músculos, como contratura de braços ou pernas, movimentos dos olhos e das pálpebras etc. Sem perda de consciência.

Pode haver grande variedade de sinais, às vezes difíceis de relacionar com a epilepsia, como mudança brusco de atitude ou humor.

O paciente, subitamente, parece “perder a razão”, tem alucinações, perde o controle de suas palavras e ações, sente enjôo, vomita. Esses sintomas são comuns a inúmeros outros distúrbios psíquico-neurológicos.

O denominado “pequeno mal epiléptico” (ou petit mal, expressão francesa), acomete muitas vezes crianças, e corresponde a rápidos períodos de “ausência”, em que a criança fica momentaneamente “abobalhada”, olhando fixamente no vazio, sem responder a estímulos.

Os circunstantes, quando notam o fenômeno, costumam sacudir a criança e chamá-la pelo nome, sem resposta. Quando “volta a si”, o pequeno doente não se lembra de nada. As vezes a criança cai no chão, levantando-se imediatamente.

O petit mal ataca mais no período da manhã, e pode ocorrer inúmeras vezes ao longo do dia. Esta é uma condição que requer tratamento, pois pode provocar retardo mental.

Quais as causas?

A explicação neurológica para a epilepsia é uma descarga elétrica excessiva e abrangente que incide sobre o sistema nervoso central, o qual entra, momentaneamente, em colapso elétrico, liberando impulsos que agitam a musculatura de vasta extensão do corpo, além de estimular outras funções.

O eletroencefalograma é capaz de mensurar estas mudanças no ritmo de emissão de impulsos nervosos. Como há alteração de ritmo, pode-se falar em disritmia.

Não obstante, anomalias eletro encefálicas classificadas como disritmias não são, obrigatoriamente, epilepsia. Este é um campo complexo de definições, que preferimos não adentrar.

O eletrochoque é capaz de desencadear sintomas parecidos com os da epilepsia. O mesmo pode acontecer com certos estímulos químicos, como o desencadeado pelo cardiazol, que excita as células nervosas e produz convulsão.

E preciso não confundir convulsão com epilepsia. Na infância, uma febre muito alta pode produzir convulsão, em virtude do amadurecimento ainda incompleto do sistema nervoso central.

A causa do distúrbio eletrofisiológico é uma lesão localizada em algum ponto do encéfalo. Tal lesão pode ser produzida por diversos fatores, que vão de acidentes com traumas encefálicos a injúrias de agentes microbianos, como vírus.

Uma das causas mais comuns é o traumatismo encefálico por excessiva compressão da cabeça durante o trabalho de parto. O uso inadequado de fórceps pode, entre outras coisas, ocasionar esse tipo de lesão.

Doenças infantis, como sarampo, escarlatina e catapora (ou varicela), podem, ocasionalmente, atingir o encéfalo e produzir lesões que determinam a epilepsia.

A cisticercose cerebral produz, muitas vezes, manifestações epileptiformes. Ver cisticercose.
Batidas no cabeça ou traumatismos cranianos ocorridos em acidentes podem lesar o tecido nervoso do sistema nervoso central e vir a ocasionar, mais tarde, epilepsia.

Malformações que abranjam o sistema nervoso central, na área do encéfalo, podem ser causa de epilepsia.

Quaisquer doenças que envolvam o encéfalo, como meningoencefalites, encefalites, tumores cerebrais, hipertensão arterial, aterosclerose etc., podem desencadear sintomas convulsivos.

Se estabelecermos um quadro crônico de lesão encefálica com os episódios epileptiformes, estamos diante de uma condição que se pode enquadrar na definição de epilepsia.

Certa vez, uma criança de 11 anos que sofria dramaticamente de convulsões. Já havia passado por inúmeros médicos.

Seus pais não pouparam esforços para consultar os melhores neurologistas. Apesar dos potentes drogas anticonvulsivantes que usava, o quadro se complicava cada vez mais.

A família entrou em desespero. Os especialistas falavam em doença neurológica severa, provavelmente epilepsia grave.

É muito importante sabermos Sintomas, Causas, Tratamentos e Definição para Epilepsia.

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Quando esse caso chegou em nossas mãos, o que primeiramente notamos foi o profundo grau de má nutrição do adolescente. Não existia qualquer critério de alimentação saudável. Comia de tudo, sem restrições.

Nunca lhe havia sido dada qualquer orientação dietética. O consumo de açúcar, massas e alimentos contendo gordura animal e aditivos químicos era predominante na dieta. Explicamos aos pais nosso ponto de vista.

Era preciso mudar radicalmente os hábitos – desintoxicar e depois devolver ao metabolismo as vitaminas, os minerais e os demais nutrientes que, pela alimentação de péssima qualidade, com certeza estavam faltando.

Com apoio da família iniciamos o tratamento. Em questão de semanas, as convulsões diminuíram de modo animador.

A dosagem de anticonvulsivantes pôde ser, aos poucos, diminuída por seu neurologista. Dentro de alguns meses de tratamento alimentar, o garoto apresentou melhora surpreendente.

Quatro anos depois da primeira consulta, observando alimentação nutritiva e saudável, não sofria mais de convulsões, nem precisava usar qualquer medicamento.

Tornou-se um adolescente sadio e feliz. Pôde voltar à escola (por causa das constantes e graves crises, havia sido impedido de estudar).

Não queremos sugerir com o relato desse caso que as epilepsias possam ser tratadas e solucionadas só com dieta. O emprego de anticonvulsivante é absolutamente indispensável, só devendo ser reduzido com permissão médica.

Mas com base nesse e em outros casos semelhantes que acompanhamos, estamos certos de Que uma nutrição adequada, na pior das hipóteses, poderá melhorar o prognóstico dos pacientes.

Os naturopatas explicam que a química cerebral é diretamente afetada pelo pool de metabólitos derivados dos nutrientes da dieta.

Sangue cronicamente intoxicado por alimentação de padrão sofrível poderá levar, em pessoas propensas, a uma resposta violenta do sistema nervoso, como convulsões.

Outro caso relatado em literatura foi o de uma jovem norte-americana que, depois de vários anos morando em país tropical, voltou à pátria.

Pouco tempo depois do regresso, começou, subitamente, a ter convulsões. O eletroencefalograma diagnosticou epilepsia.

Sua vida mudou em vários aspectos. Até sua carteira de motorista ficou sob ameaça de cassação. Por indicação de uma amiga, consultou um médico que trabalhava com terapia nutricional.

Estudando o caso, esse médico concluiu que a nutrição profunda da paciente estava seriamente comprometida por verminoses, certamente contraídas durante a estada no país tropical.

O tratamento com ervas, contra os vermes, associado ao uso de suplementos nutricionais, foi suficiente para resolver o problema. As convulsões desapareceram e até a carteira de motorista foi revalidada.

Ainda outro episódio relatado em literatura, dessa vez relacionado com desvio da coluna vertebral, foi o de um menino que tinha convulsões periódicas. Seus pais não queriam usar drogas.

Foram a um quiropata que, através de raio X, descobriu que a vértebra atlas, do pescoço, estava deslocada. Realinhada a coluna, as convulsões desapareceram. Mas, subitamente, voltaram.

O quiropata descobriu, então, que certos hábitos posturais do menino, e o costume de “jogar o pescoço”, por causa do cabelo comprido, estavam deslocando a vértebra.

Tomadas as providências, tudo correu bem até que, num acampamento de escoteiros, aconteceu uma crise muito forte. O médico do acampamento telefonou aos pais e exigiu que viessem buscar imediatamente o garoto.

Recomendou tratamento com drogas para epilepsia. Não obstante, os pais voltaram ao quiropata que, novamente, encontrou a atlas “fora do lugar”.

Com acompanhamento mais cuidadoso da situação, foi possível pôr ponto final às convulsões.

Embora as manipulações quiropáticas sejam questionadas por muitos médicos, em alguns estados dos Estados Unidos, a profissão de quiropata é regulamentada.

Essas dicas nos ajudam a entender Sintomas, Causas, Tratamentos, Definição para Epilepsia.

As drogas anticonvulsivantes

Os medicamentos anticonvulsivantes têm, sem dúvida, o seu lugar. Vários pacientes controlam suas crises com remédios (à base de dilantina, triodona, mesantoína etc.).

As crises representam sério risco para o doente, pois às vezes acarretam acidentes graves. O paciente pode cair na rua, bater com a cabeça, machucar-se seriamente.

As drogas ajudam, sem dúvida, a prevenir essas contingências. Mas, dado o risco de sérios efeitos colaterais, o tratamento deve ser acompanhado bem de perto por um médico especialista.

Outro ponto para reflexão é que o médico deveria interessar-se em pesquisar causas como as aqui mencionadas.

Nossa opinião é que se deve estudar a dosagem mínima necessária de medicamento, ao mesmo tempo em que se procede ao tratamento nutricionol, associado o outros terapias possíveis.

Em certos casos, o médico sensato concluirá que as drogas poderão ser reduzidas. Essa vem sendo a observação de profissionais de saúde em clínicas naturistas.

Há número significativo de casos bem-sucedidos, que justificam uma conduta “alternativa” juntamente com a conduta convencional.

(Usamos aspas para alternativa por crer que, em futuro próximo, tal prática poderá tornar-se mais regular).

Suplementos nutricionais

*O Dr. David Baird Coursin, do Instituto de Pesquisas do St. Joseph Hospital, Lancaster, Pennsylvania, descobriu que as alterações das ondas do eletroencefalograma de alguns pacientes são causadas pela deficiência de vitamina B6.

Na opinião desse pesquisador, as necessidades dessa vitamina flutuam muito de indivíduo para indivíduo.

Alguns reagiram bem com pequenas doses. Outros precisaram de doses bem maiores para sentir algum efeito. Devem-se administrar, juntamente com a piridoxina, as demais vitaminas do complexo B.

Relata-se que o magnésio, na dose de 450mg diários, foi suficiente para controlar as crises de trinta crianças epilépticas, que antes usavam remédios. Cita-se o caso de um menino que, aos dez anos, já mostrava sinais de retardo mental.

Não havia remédio que funcionasse. Com o magnésio, a epilepsia simplesmente desapareceu! Mas tal dosagem só deve ser administrada por um médico.

Em face desses estudos, sugere-se suplementação com vários nutrientes, que deve começar após alguns dias de desintoxicação (ver tópico seguinte): complexo B (destacando-se a vitamina Bj, cálcio, magnésio e vitamina E. Na linha alimentar, pode-se usar lêvedo de cerveja

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Nesse artigo falamos sobre Sintomas, Causas, Tratamentos, Definição para Epilepsia.

Imagem- mdsaude.com

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